Fábrica de CDs piratas é fechada
Valmir Denardin
A Polícia Nacional e o Exército paraguaio fecharam, anteontem, uma fábrica de CDs piratas que funcionava em um bairro da periferia de Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu. Onze pessoas foram presas, entre paraguaios, brasileiros, árabes e chineses.
A fábrica clandestina funcionava em um pequeno prédio de dois andares, onde havia equipamentos sofisticados, capazes de produzir até 30 mil cópias de CDs por dia. O prédio foi lacrado e está sendo vigiado pelo Exército. A maioria dos discos pirateados é de artistas brasileiros. Eles eram vendidos em vários países sul-americanos, principalmente Brasil, Paraguai e Argentina.
Segundo a Associação Protetora de Direitos Intelectuais Fonográficos (APDIF), metade dos CDs piratas vendidos no Brasil entra no País pela fronteira com Ciudad del Este. De acordo com a entidade, que reúne as gravadoras brasileiras, a venda do produto falsificado cresceu 1.000% entre os anos de 1997 e 1998 - passou de 3 milhões de unidades para 30 milhões.





