Fábrica de baterias tem 1 ano para sanar poluição
Osmani Costa
A fábrica de baterias para veículos Reifor, de Londrina, iniciará a construção de depósitos para seus resíduos industriais à base de chumbo em agosto, tendo que completar a primeira fase das obras em um ano. O compromisso foi assumido ontem, em audiência na Promotoria Especial de Defesa do Meio Ambiente, pelo procurador da empresa, Maurício Gonçalves Garcia Cid.
Os dois primeiros depósitos subterrâneos servirão para guardar os cerca de 10 mil metros cúbicos de restos industriais armazenados de maneira inadequada nos últimos anos em um sítio na Gleba Coroados, a 6 quilômetros do centro da cidade, na zona sul.
Segundo o projeto elaborado pelo engenheiro ambientalista Adelmo Perozin, o resíduo tóxico será acondicionado em enfólucro de plástico de poliestileno e depositado em quatro fossos com 2 mil metros quadrados por três metros de profundidade cada.
O termo de compromisso de ajustamento de conduta foi assinado pelo procurador da Reifor perante a promotora de Defesa do Meio Ambiente, Maria Lúcia Reichenbach, e o engenheiro químico do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Nelson Pereira dos Santos. A promotora estipulou multa de R$ 2,5 mil a ser paga até 17 de julho pela Reifor como punição pelo dano ambiental já causado ao solo do sítio.
As obras devem custar entre R$ 100 mil e R$ 150 mil. Não temos este dinheiro disponível, mas entendemos que são necessárias e vamos nos esforçar para viabilizá-las. Vamos atrás dos recursos, talvez através de financiamento especial, comentou Maurício Cid. O compromisso é iniciar a primeira etapa dentro de 45 dias.
Os quatro depósitos subterrâneos poderão receber lixo industriais da empresa por dez anos. Eles serão monitorados por análises laboratorias trimestrais, para evitar a contaminação de pessoas, animais e meio ambiente. A multa diária por atraso na construção das obras ficou estipulada em R$ 2,5 mil.
Na 9ª Vara Cível tramita uma ação solicitando indenização de R$ 124 mil pela suposta contaminação por chumbo de Lilian Pereira, cuja família foi arrendatária do sítio onde está o lixo da Reifor até 1995.





