Leópolis- A fábrica de baterias Durexcell, de Leópolis (35 Km ao norte de Cornélio Procópio) voltou a funcionar normalmente por conta de uma medida judicial. O pedido de tutela antecipada feito pelos advogados da empresa foi atendido pelo Tribunal de Justiça (TJ), em Curitiba. A empresa estava fechada desde o dia 17 de outubro, por força de um decreto da prefeitura, que suspendeu todas as atividades no local, por causa da suspeita de contaminação por chumbo, tanto no solo, na água como em alguns moradores. A prefeitura pode recorrer da decisão, que foi cumprida na sexta-feira.
Segundo o advogado da empresa, Alexandre Magalhães, a fábrica está funcionando normalmente, obedecendo todas as normas legais. ''Os funcionários retomaram as atividades, dentro das normas da legislação ambiental, como sempre aconteceu'', frisou o advogado. Os 25 funcionários estão mantendo a fábrica em funcionamento 24 horas por dia. Apesar de estarem parados, a empresa garantiu a eles todos os direitos trabalhistas.
Para garantir a reabertura da fábrica, ele ingressou com uma ação declaratória de nulidade e processo aadministrativo e anulação de ato administrativo com tutela antecipada ou medida liminar. O pedido de liminar foi negado, mas no final da semana passada, a tutela antecipada foi concedida, suspendendo os efeitos do decreto municipal número 139/2005, que garantiu o fechamento da fábrica.''Se houver recurso por parte da prefeitura, vamos vencer novamente'', garantiu o advogado.
A vereadora Fernanda Pinheiro, responsável pela denúncia de poluição na fábrica, mostrou-se indignada com a situação. Ela não está na cidade mas soube da reabertura da fábrica. ''É um problema muito sério. A prefeitura terá que recorrer para fechar a empresa novamente, principalmente diante dos resultados de análises do sangue da população, do solo e da água'', argumentou.
Os laudos realizados pelo Hospital Universitário (HU), através do departamento de Química, apontam contaminação do solo e da água em localidades próximas à fábrica. A reportagem tentou contato durante toda a manhã com o prefeito de Leópolis, Antônio Gonçalves, mas ele não retornou as ligações. O assessor jurídico da prefeitura, Marcos Cezar Kaimen, também foi procurado, mas não foi localizado.

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