Fábrica de balões é fechada
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
Rafael Urban<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O superintendente da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente de Curitiba, Celso Gomes Ribeiro, não poupou palavras. ''É uma verdadeira fábrica de balões'', disse. Depois de 198 balões apreendidos e três presos na madrugada de domingo em um festival de baloeiros na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), a polícia chegou a um endereço na Vila Fanny, bairro de Curitiba. Lá encontrou dez balões com 5 a 15 metros de comprimento. ''Era uma base de apoio a vários grupos de baloeiros, que financiavam o espaço'', explica Ribeiro.
Duas pessoas, responsáveis pelo espaço, foram presas em flagrante na noite de domingo. Paga a fiança de R$ 600, vão aguardar julgamento em liberdade. Por infringirem o artigo 42 da Lei dos Crimes Ambientais, podem ser penalizados com um a três anos de prisão e multa de R$ 1 mil por balão produzido. No local, a polícia ainda encontrou material para produzir mais dez balões, rojões e DVDs com filmagens de eventos de baloeiros em Curitiba e região, objetos que serão utilizados pela polícia para chegar a outros responsáveis.
Na ação ocorrida na madrugada de domingo, a polícia flagrou oito grupos de baloeiros em uma chácara de Campina Grande do Sul. Entre os 198 balões apreendidos, havia 15 com mais de 10 metros, 17 tochas, seis ''liquinhos'' (pequeno botijão de gás), um botijão grande, 11 maçaricos, 14 fogueteiros (mecanismos para impulsionar o balão) e duas ''bocas de balão'' de ferro grandes.


