Fábrica clandestina é fechada pela polícia
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de fevereiro de 1999
Dimitri do Valle 
Policiais da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decom) apreenderam ontem à tarde em Curitiba cerca de 500 quilos de derivados de carne impróprios para consumo. Salsichas, mortadelas e linguiças estavam sendo produzidos clandestinamente nos fundos de um mercado no bairro Alto Boqueirão sem obedecer qualquer procedimento de higiene. A proprietária do estabelecimento, Sueli da Silva Nunes da Rosa, 42 anos, e o filho Luciano Nunes da Rosa, 19 anos, foram presos em flagrante.
De acordo com o delegado da Decom, Adão Edson Rolim, animais domésticos, como gatos e cachorros, tinham contato direto com os alimentos. O mercado de Sueli já foi alvo de várias inspeções e multas da Vigilância Sanitária. Aquilo lá é uma verdadeira afronta a saúde pública, comentou o delegado. Com a venda dos derivados, o faturamento poderia chegar a R$ 20 mil líquidos por mês. Os produtos eram vendidos para mercearias da periferia de Curitiba.
Sueli alegou em depoimento ao delegado Adão Rolim que começou a comercializar os alimentos porque as vendas de seu mercado estavam fracas. Ela disse que enfrentava dificuldades financeiras, contou o delegado. Os alimentos foram transportados numa kombi de Sueli até o pátio da Decom. Tinha até carne podre, revelou Rolim. Sueli e Luciano foram autuados por crime contra a ordem tributária, econômica e relações de consumo.


