O desencontro na identificação de um cadáver, em abril deste ano, provocou uma exumação no último sábado em Cornélio Procópio. Vítima de atropelamento em Londrina, o homem foi identificado como sendo Eronildes Pereira Santos. Porém, depois de ser sepultado, uma família londrinense o reconheceu, por foto, como sendo Ananias Santos, que estaria desaparecido. Um laudo papiloscópico impressões digitais feito pelo Instituto de Identificação do Paraná em junho confirmou que o corpo era realmente de Ananias.
O homem foi atropelado na avenida Tiradentes (zona oeste) em meados de março e não portava documento. Ficou 37 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 18 de abril. Levado para o IML, permaneceu durante oito dias sem identificação.
Segundo o chefe do IML, Ademar Consalter, uma família de Cornélio Procópio apresentou documentos apontando que o corpo seria de Eronildes e conseguiu a liberação do cadáver. Passados alguns meses, uma outra família residente do Jardim Nossa Senhora da Paz, na zona oeste de Londrina, foi até o IML procurar um homem que estava desaparecido e reclamou o corpo levado para Cornélio. Também munido de documentos, o IML levantou a possibilidade de que o cadáver identificado como sendo Eronildes poderia ser de Ananias. O laudo do Instituto de Identificação confirmou a suspeita ao definir que as impressões eram de Ananias.
Foi instaurado um inquérito policial e, no último sábado, a delegada Paula Francinete Nunes foi até Cornélio Procópio acompanhar a exumação do corpo. ''É preciso apurar a verdadeira identidade do corpo e se houve ou não má fé na primeira identificação'', comentou Consalter. A delegada informou que o inquérito conduzido por ela visa apurar a verdadeira identidade do cadáver.

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