O delegado de Rolândia, Antônio do Carmo, que preside o inquérito sobre os atentados sofridos pela família do banqueiro do jogo do bicho Mário Mitsuo Tamyia, de Apucarana, confirmou que deve ocorrer amanhã a exumação do corpo dele. O bicheiro foi encontrado morto no quintal de sua casa, em 14 de dezembro do ano passado.
O laudo de necrópsia indicou que Tamiya morreu em consequência de ferimentos generalizados. Ele teria sido atacado por cães, da raça Mastim Napolitano, no canil que havia em sua casa. Na época, a Polícia Civil local não abriu inquérito para apurar o caso, com o argumento de que o incidente - ataque por cães - não era crime.
Porém, uma série de três atentados sofridos por seus familiares chamou atenção sobre o caso. O inquérito foi instaurado em maio. A Secretaria de Segurança Pública designou um delegado especial para o caso.
Motocicletas e um trailer da família foram incendiados duas vezes com ‘‘coquetel molotov’’. Ocorreu ainda um terceiro atentado: uma casa e um automóvel - numa chácara da família - foram atingidos por tiros de revólver.
Os atentados foram recebidos por Mário Juliano Kazuo Tamiya e outros familiares como uma forma de intimidação. Com o início das investigações, passou-se a investigar a hipótese de que a morte de Tamya não teria sido acidental.
O pedido da exumação do cadáver foi feito ainda em maio. Logo saiu a autorização judicial para uma nova perícia. A demora, segundo o delegado Antônio do Carmo, é atribuída à ausência de médicos legistas no Instituto Médico-Legal (IML) de Apucarana.
‘‘A exumação é de capital importância para esclarecer definitivamente a morte de Tamiya, dirimindo qualquer tipo de dúvida que ainda permanece em relação ao caso’’, disse Carmo.
Segundo o delegado de Rolândia, a perícia será realizada pelo legista Miguel Yoneda, do IML de Londrina, auxiliado por mais dois legistas do instituto, de Curitiba. ‘‘Estava havendo um impasse técnico para que fosse enfim realizada a exumação, mas tudo foi resolvido e a perícia está confirmada para às 9 horas deste sábado’’, explicou o delegado.
Apesar de o bicheiro ter sido sepultado há 8 meses, Carmo assegura que, tecnicamente, uma nova perícia ainda é capaz de revelar a causa da morte. Nas investigações sobre os atentados à casa de Mário Juliano Kazuo Tamiya, filho do bicheiro morto, já foram identificados pelos menos três envolvidos, que teriam sido contratados por bicheiros concorrentes de Tamiya, da Banca ‘‘Gato Preto’’.

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