'Extremos' caracterizam ambulantes
De um lado, fica a minoria que poderia arcar com os custos da transferência, aluguel e impostos. Do outro, está uma maioria pobre, relegada à informalidade por completa insuficiência de recursos. Essa é hoje a realidade entre os ambulantes de Londrina.
O ambulante Daniel de Melo tem dois boxes na Avenida São Paulo, onde trabalha com a venda de eletroeletrônicos. Sua principal preocupação é com a forma de distribuição dos pontos no shopping popular. ''Acho certa a transferência, mas o que preocupa é que não cabe todo mundo no térreo'', afirmou. Segundo a CMTU, o sorteio dos espaços pode ser um dos métodos para definir os espaços.
Já a ambulante Cinira Maria de Jesus não tem nem luz elétrica no seu minúsculo box na São Paulo, onde vende brinquedos, cosméticos e utensílios diversos. Seu faturamento bruto não passa de R$ 300,00 e não teria condições de arcar com os custos da mudança. ''Não posso guardar o chapéu onde meu braço não alcança'', comparou.





