Edson MazzettoReciclagemEm todo o Estado existem hoje cerca de 22 mil atendentes de enfermagem
exercendo a funçãoO Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos da Saúde de Cascavel informou ontem que ainda esta semana será publicado edital para inscrições ao curso de formação de auxiliar de enfermagem, que será iniciado em agosto. O curso é necessário para qualificar os atendentes de enfermagem. É que, de acordo com a legislação federal, o cargo de atendente deixará de existir.
No Paraná, existem cerca de 22 mil atendentes de enfermagem. A legislação federal já deveria ter sido cumprida, mas o prazo para entrar em vigor foi prorrogado para permitir a organização e implantação de cursos específicos em todo o País. Os cursos no Estado serão realizados pela Secretaria de Estado da Saúde e Centro Formador de Recursos Humanos Caetano Munhoz da Rocha, com apoio do Sine (Sistema Nacional de Empregos), secretarias municipais de saúde e entidades que representam os atendentes.
A lei federal exige curso técnico para exercício da função e deveria ter sido colocada em prática em junho do ano passado. Mas os estabelecimentos hospitalares tiveram dificuldades para contratar profissionais qualificados como auxiliares. Existem cerca de oito mil auxiliares no Paraná, número insuficiente para substituir as atendentes.
A secretária do Sindicato da Saúde de Cascavel, Sueli Perboni, informou que há cerca de 200 atendentes na cidade e quatrocentas nos 22 municípios da área de abrangência da entidade. ‘‘O contingente é maior, mas muitas não estão trabalhando porque o salário é muito baixo’’, disse Sueli. O salário médio mensal é de R$ 180,00.
Dalva Selzler, presidente do Sindicato, é atendente e trabalha na função há 23 anos. O tempo de serviço de Dalva fez com que seu salário chegasse atualmente a cerca de R$ 350,00 em um hospital particular. Para continuar trabalhando, ela terá que se habilitar como auxiliar. As atendentes precisam ter o 2º grau, que pode ser obtido em cursos supletivos. No Hospital Regional de Cascavel (HRC), o supletivo foi iniciado há dois meses. O HRC é o maior empregador da região nas área de enfermagem, mas tem dificuldades para completar o quadro.
O diretor geral, Marcos Horikawa, relata que há no estabelecimento 167 auxiliares, com salário de R$ 270, e há necessidade de mais 100 profissionais. Trinta atendentes do estabelecimento preparam-se para a habilitação. Marcos Horikawa observa que além da qualificação técnica, há necessidade de superar outro problema: as faltas ao trabalho chegam a 40%, porque as profissionais trabalham em hospitais particulares para melhorar o salário.
Em Palotina, a coordenadora do curso, Avanir Pereira da Cruz, observa que uma das exigências é que a atendente esteja na ativa ou pelo menos cadastrada no seguro-desemprego. Estão sendo oferecidas 36 vagas, para trabalhadoras de Palotina e das vizinhas cidades de Guaíra, Terra Roxa e Maripá. O curso será iniciado no dia 1º de agosto e terá 1.220 horas/aula, no período noturno.

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