Extinção da Unespar é discutida com reitores
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segunda-feira, 18 de agosto de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, oficializou ontem aos reitores das universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Ponta Grossa (UEPG) a proposta de extinção da Universidade do Estado do Paraná (Unespar). Com isso, as faculdades que pertencem à Unespar seriam integradas a essas três instituições. O projeto de lei, segundo Rizzi, ainda conta com ''alguns focos de resistência'', principalmente entre diretores das faculdades isoladas, mas será enviado para discussão na Assembléia Legislativa ainda este mês.
Pelo projeto do governo, a UEL integraria seis campus nas cidades de Cornélio Procópio, Bandeirantes, Apucarana e Jacarezinho; a UEM encamparia as faculdades de Paranavai e Campo Mourão e a UEPG agregaria os campus da Unespar de Curitiba, Paranaguá e União da Vitória.
Antes de o projeto seguir para a Casa Civil, e de lá para a Assembléia Legislativa, Rizzi quer promover uma discussão entre os reitores das universidades estaduais com os diretores das faculdades. ''Quando todas as questões importantes forem esclarecidas e na medida em que demonstrarmos a importância para o sistema como um todo, acredito que não vai ter problema de encaminhamento'', comentou.
O governo pretende também constituir uma comissão para ''trabalhar'' o processo de transição da integração e a mudança no estatuto das universidades, uma vez que passarão a funcionar como instituições multicampi. Rizzi argumentou que a comissão é importante porque a integração não pode se dar de maneira discrepante entre uma instituição e outra.
Outro desafio nesta área que o governo tem de superar ainda este ano é readequação na distribuição dos recursos para as instituições. O secretário disse que será uma discussão difícil porque envolve interesses de toda ordem. Ele apontou que ''ainda não existe nenhuma notícia de qual seria o orçamento para 2004.'' Rizzi destacou, porém, que espera trabalhar com um ''orçamento'' mais folgado, que possa restabelecer uma política de financiamento mais adequada.


