Exposição termina em clima de otimismo
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domingo, 17 de abril de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A 45º Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina terminou ontem com a expectativa de quebrar recordes de público e de negócios. No último dia, mesmo com a chuva de verão que caiu a tarde, muita gente aproveitou o domingo e lotou o Parque de Exposições Ney Braga.
Entusiasmado, o presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Edson Neme Ruiz, considerou essa edição da exposição ''um sucesso''. Os números finais serão apresentados nesta semana mas ele estimou preliminarmente que nos onze dias de feira mais de 900 mil pessoas tenham passado pelo parque. ''Em público, devemos estourar este ano. Quarta, quinta e sexta-feira, o recinto de shows João Milanez teve que ser fechado pela Polícia Militar porque atingiu sua capacidade máxima'', lembrou Ruiz. As novidades lançadas neste ano como o show gospel e o incentivo dado a artistas locais deverão ser repetidas em 2006.
Em outra ponta, a dos leilões, o presidente da SRP também estava entusiasmado com os resultados. De acordo com ele, ontem à tarde deveria ser batido o recorde do ano passado, quando as cifras atingiram os R$ 16 milhões. Para Ruiz, os números refletem os investimentos cada vez maiores em genética e tecnologia.
Sobre os eventos técnicos, seminários e palestras, Ruiz destacou que foram essenciais para promover o intercâmbio de informações e conhecimento entre produtores. Apenas no segmento de máquinas e equipamentos, os resultados esperados eram mais acanhados desde o início da exposição, haja visto o momento difícil vivido pelo setor. ''Já sabíamos que as cifras seriam menores porque estamos passando por dificuldades como o câmbio, alta da produção internacional e a seca aqui no Brasil'', comentou Ruiz, que pediu ''a criação de instrumentos para ajudar o produtor a pagar suas dívidas''.
O balanço das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros também foi positivo. Na delegacia móvel montada no parque foram registradas apenas 41 ocorrências, a maioria furtos de celulares e carteiras. O número, segundo os policiais, ficou bem abaixo do registrado em anos anteriores. A PM também não registrou nenhuma ocorrência muito grave, assim como os socorristas dos Bombeiros que atenderam sobretudo casos clínicos.


