Edson MazzettoDelicadezaAs orquídeas e os bambus com poesias estão expostos na UnioesteFoi aberta na tarde de ontem na reitoria da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) uma exposição de poemas escritos em bambu, técnica desenvolvida pela professora de Filosofia Edy das Graças Braun, 46 anos, do centro universitário de Toledo, um dos quatro campus da Unioeste. Paralelamente, foi aberta uma exposição de orquídeas, organizada pela Associação dos Orquidófilos de Cascavel.
A professora Edy das Graças Braun usa o pirógrafo (gravura a fogo) para escrever em folhas e troncos de bambu. Ela optou pela técnica porque poemas e natureza ‘‘harmonizam-se profundamente, unindo o que brota do ser humano e das entranhas da terra’’. Edy define a poesia como ‘‘grito de liberdade da alma’’, e o bambu como ‘‘planta altiva, que se ergue em busca de liberdade, se verga, mas não quebra, assim como a poesia, que adormece, mas não morre’’.
Edy, que coleciona mais de três mil escritos em outros materiais, desde os quatro anos de idade, começou a escrever no bambu há 8 anos, produzindo peças para presentear amigos. ‘‘Sempre gostei de dar presentes, mas sempre fui pobre’’, conta. Na exposição da reitoria da Unioeste, ela apresenta onze poemas, exatamente o número de orquídeas expostas pela Associação dos Orquidófilos de Cascavel, empenhada em divulgar a flor.
Segundo o presidente da associação, Norberto Cieslak, a orquídea ‘‘não é uma planta tão frágil como se pensa’’, e pode ser cultivada por qualquer pessoa ‘‘observando alguns cuidados básicos’’, como evitar vento sobre as plantas, iluminação e água adequadas e pouca adubação. A Associação dos Orquidófilos é integrada por 45 colecionadores que participam de uma série de exposições programadas na cidade.

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