Exposição premia 10 peões em rodeio
A final do rodeio, uma das maiores atrações da 41ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, foi disputada na noite de domingo, apesar da chuva que encharcou a arena. Peões, touros e cavalos não decepcionaram o público que, mesmo com a queda de temperatura, acompanhou atentamente as provas.
Entre os 30 peões classificados nas categorias montaria em touro e cavalo bareback (sem sela), 10 foram premiados e dividiram R$ 12 mil em dinheiro. O primeiro colocado na montaria em touro foi Edgar Lázaro, de Faxinal (76 quilômetros ao sul de Apucarana), que ganhou R$ 3 mil. O segundo colocado, Moacir Arnaldo, de Bela Vista (MS), levou R$ 1,5 mil. O vencedor de montaria em cavalo bareback foi Vítor Baraldi, de Presidente Prudente (SP), que ganhou R$ 1,5 mil. Para Eduardo Ringo, de Marília (SP), segundo lugar na categoria, o prêmio foi de R$ 800,00.
O fato de não estar entre os cinco primeiros colocados não desestimula os peões. Alguns deles vieram de cidades e Estados distantes de Londrina, bancando os próprios custos. Não estou alojado no Parque. Acho que fica mais barato ir dormir em casa, disse Edmilson Lima, 24 anos, de Nova Fátima (31 quilômetros ao sul de Cornélio Procópio), que dividiu as despesas de viagem com outros colegas.
Há 11 anos em rodeio profissional, Lima não sabe dizer o que o leva montar touros. É o mesmo que definir porque o jogador corre atrás de uma bola. O melhor da profissão, segundo ele, é ganhar. Já ganhei três motocicletas em prêmios. A pouca valorização da profissão, na opinião de Lima, é o que existe de pior. Deixamos família, viajamos e, às vezes, não recebemos nem prêmio de consolação. Ficamos com o prejuízo.
Oito segundos pode parecer pouco tempo para quem está na arquibancada, mas para quem está tentando se segurar em cima de um touro, é uma eternidade. O animal reage por instinto e vai fazer de tudo para derrubar o peão, disse Lima. Ele, como todos os demais peões, respeita o animal. Sem o touro e o cavalo não há espetáculo, afirmou. Lima informou que a profissão de peão foi reconhecida como esporte no ano passado e as perspectivas de trabalho são boas. Por enquanto, os esportistas entram na arena sem carteira assinada e sem garantias trabalhistas. A fé nos protege, garantiu Lima.
O peão de Marília, Eduardo Ringo, ficou em segundo lugar no rodeio da Exposição, levou R$ 800,00, mas já ganhou prêmios bem mais altos. Ganhei caminhonete e dinheiro que deu para comprar três apartamentos, disse Ringo, que monta cavalo sem sela. O peão, que começou a carreira há quatro anos, contou que já foi montar na Flórida e Texas (Estados Unidos). O perigo da profissão, segundo Ringo, é o melhor de tudo. Gosto dos riscos que corro.





