A abertura oficial da 43 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina é amanhã, mas a movimentação já era grande dentro e fora do Parque Ney Braga (zona oeste) ontem. Estandes sendo montados, mercadorias chegando, doces sendo preparados e um intenso entra e sai de pessoas e carros marcaram o dia.
Nas ruas em volta do parque, muitas pessoas ajustavam os espaços que vão servir de estacionamento durante o evento. O garçon Natanael José dos Santos mora na Vila Industrial (zona oeste) mas há muitos anos se desloca para o parque para ganhar um dinheiro extra. Inicialmente ele armava a barraquinha dentro do recinto, mas como o custo estava ficando alto, desde o ano passado trabalha do lado de fora com um estacionamento e uma barraca de lanches e bebidas.
O investimento não é tão pequeno. Só o aluguel do terreno para os 10 dias do evento custa R$ 1 mil. Além disso, três pessoas serão contratadas para ajudar no serviço, além de seu sócio. Mas Santos afirma que vale a pena, apesar de não declarar o quanto faturou em 2002. ''Este ano será melhor que o ano passado porque nossa região tem muito dinheiro'', disse. O preço para o estacionamento ainda não está definido, mas ele disse que vai ficar entre R$ 3,00 e R$ 5,00.
Uma família também trabalha unida nos dias de exposição. Ela mora pertinho do parque e utiliza parte do terreno para guardar os carros dos visitantes. Felicidade de Azevedo disse que há 20 anos ''cuida dos carros''. O trabalho começa cedinho e vai até às 6 horas do dia seguinte. Cinco pessoas revezam no serviço. Joana Creuza de Azevedo destacou que este ano pretende cobrar antecipado pelo serviço. ''Às vezes chega no fim da noite e a pessoa vem com R$ 0,50, R$ 1,00 e você acaba pegando porque já ficou cuidando todo esse tempo'', justificou. O preço será de R$ 5,00.
Dentro do parque algumas barracas já estavam comercializando seus produtos. Mauro Pereira Carvalho disse que desde segunda-feira está vendendo pastéis para as pessoas que estão trabalhando no recinto. Já é o oitavo ano que ele vem para a exposição trabalhar. Aliás, ele passa o ano viajando pelas exposições do país com a barraca de pastéis. ''Se for igual ao ano passado já está muito bom'', afimou. Mesmo não dizendo quanto lucrou, Carvalho revelou: ''Deu para tirar um número bom.''
Na barraca de doces caseiros um tacho enorme era aquecido no fogo com muito açúcar para fazer as guloseimas. Ademir Ferreira Cruz apontou que apesar do investimento ser alto para montar os nove estandes de venda no parque, o retorno é garantido. ''Vendemos bem e a saída é muito boa'', destacou. Mesmo antes da exposição começar, o ritmo de trabalho já estava acelerado. ''Chegamos às 8 horas e vamos até a meia-noite hoje (ontem)'', observou.
O ingresso para a exposição custa R$ 8,00 reais. Aposentados munidos do cartão de benefício, maiores de 60 anos, estudantes com carteira de identificação de 1º, 2º ou 3º graus ou carteiras da UNE, UBES, ULES e Juventude Brasil e menores de 18 anos com RG pagam meia entrada. A direção ainda está estudando a idade mínima para as crianças terem isenção do ingresso.

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