Exposição mostra como é controle aéreo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de novembro de 1998
Dimitri do Valle 
Passageiros que circulam pelo Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, podem desvendar um pouco dos segredos do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta). Uma exposição do sistema de acompanhamento das aeronaves por radar foi montada no saguão do aeroporto. A idéia é mostrar aos viajantes que eles não estão sozinhos nos céus brasileiros.
O Cidacta II, localizado no bairro do Bacacheri, em Curitiba, fez 16 anos na semana passada. A mostra no Afonso Pena faz parte das comemorações. Os centros de controle existem ainda em Brasília (Cindacta I) e Recife (Cindacta III). O objetivo é divulgar ao usuário a atividade do controle de circulação área, explica o tenente da Aeronáutica Orival Dalfovo. Inicialmente, a exposição seria encerrada amanhã, mas deve ser estendida até domingo.
Quem passa pelo estande terá a chance de acompanhar, através de uma tela de radar, dezenas de aeronaves circulando ao mesmo tempo nos céus dos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e parte de São Paulo, a área de abragência do Cindacta II. Em média, o sistema controla cerca de 1.300 vôos por dia. Os visitantes também poderão ter uma noção do novo sistema de comunicação entre controladores de vôo e pilotos, que deve funcionar a partir do segundo semestre de 1999. As conversas serão feitas via satélite, o que vai proporcionar maior clareza nos diálogos.
O que mais me chamou a atenção foi a quantidade de vôos controlados ao mesmo tempo, disse o engenheiro paulista Roberto Roquelane. Ele disse que não tinha a menor idéia de como era feito o controle no País. Imaginava que o avião saísse da rota de monitoramento da torre do aeroporto e depois seguia voando sozinho, afirmou. Para o técnico mecânico William Lossmann, o Cindacta representa uma segurança. É bom saber que tem alguém vigiando você no céu, assinalou.
De acordo com o tenente Orival Dalfovo, o Cindacta fornece informações metereológicas às tripulações das aeronaves, autorizações de subidas e descidas, orientações sobre rotas e movimentos nos aeroportos. Em caso de emergência comunicada pelos pilotos, o Cindacta entra em ação para providenciar a localização do aeroporto mais próximo e antecipar a organização do socorro na pista.


