Exposição maior no Nordeste
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Ana Conceição<br>Agência Estado 
São Paulo, 24 - O ranking das dez piores cidades denota o que os dados gerais do estudo mostram: que embora espalhada por todo o País, a exposição do jovem à violência é maior no Norte e Nordeste. Renato Sérgio de Lima, secretário-geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, explicou que isso ocorre porque o índice de vulnerabilidade tem vários dados socioeconômicos como número de homicídios, escolaridade, acesso ao mercado de trabalho, renda e moradia. ''Violência não é só crime, mas também uma série de outros fenômenos, como falta de escola, pobreza, desigualdade, acidente de trânsito. Isso compõe o cenário em que esses jovens vivem'', afirmou.
Ele explicou, ainda, que a violência é territorialmente localizada de forma mais aguda no Norte e Nordeste. Porém, como a pesquisa lida com todo o contingente de jovens e não apenas com aqueles que estão diretamente expostos esse porcentual acaba sendo ponderado e distribuído em cidades como Rio e São Paulo.
Se grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo se localizam em uma área ''confortável'' do índice, o perfil do jovem mais exposto à violência é o mesmo do encontrado em outras pesquisas do tipo: jovem de 19 a 24 anos, homens, negros. ''Os mais atingidos pela violência têm um perfil muito claro e isso é muito relevante para a definição de políticas públicas'', afirmou Lima. No ranking, São Paulo ficou em 192º lugar e, o Rio, na 64º posição.
Para o ministro da Justiça Tarso Genro, que participou da apresentação do estudo, a pesquisa derruba determinados mitos, como o de que o Rio de Janeiro tem a situação mais vulnerável. ''O Rio tem problemas graves, mas a pior situação está no Nordeste'', afirmou.
Genro e Lima consideraram que, embora graves, os dados mostram que a situação não é de caos absoluto. ''Podemos vencer a violência e a criminalidade concentrando-nos na juventude e com foco territorial e em determinados setores sociais mais vulneráveis'', afirmou Genro. ''O estudo revela que temos 43 municípios com alta e muito alta vulnerabilidade, mas, por outro lado revela que é um problema que pode ser enfrentado. Não significa o caos na segurança pública'', disse Lima.


