Arquivo particularHistóriaA foto, de 1956, mostra os primeiros missionários da Cidade, em frente à sede, na avenida São PauloMembros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons) do mundo todo comemoram este ano o 150º aniversário da chegada dos pioneiros ao Vale do Lago Salgado, no Estado de Utah (EUA). Em Londrina, a data será lembrada através de uma exposição de fotos e vestuários dos primeiros integrantes que se instalaram na Cidade. Os objetos estarão expostos a partir de amanhã, às 17 horas, na capela da rua Belo Horizonte, 1.236 (centro). A exposição vai até domingo.
Também está programada uma palestra, sábado às 19 horas, com o responsável pela construção das capelas na região, o pioneiro Élder Floyd Johnson. Até o final do ano diversas atividades serão desenvolvidas - apresentações de coral e de teatro, campanhas beneficentes, conferência e homenagem aos pioneiros.
O presidente da Estaca (organização que administra as demais congregações) de Londrina, Elias Luiz Viana, lembra que os pioneiros mórmons foram perseguidos por seus preceitos e tiveram que deixar o Estado de Nova Iorque, refugiando-se no vale em Utah. Em Londrina, os primeiros missionários chegaram em fevereiro de 1956. Em abril, numa casa alugada na avenida São Paulo, acontecia o primeiro encontro dos mórmons. A primeira capela, em terreno próprio, foi erguida em janeiro de 64, na rua Belo Horizonte.
Hoje, segundo Elias Viana, há em Londrina 4.500 membros, que se reúnem em cinco capelas. São chamados mórmons por observarem ensinamentos do livro de Mórmon, que, segundo crêem, é um registro da comunicação de Deus com os antigos habitantes das Américas. O livro, conforme preconizam, contém a plenitude do evangelho eterno.
Paulo WolfgangElias Viana: 13 preceitos de fé
Seguidores de 13 regras de fé, algumas delas também observadas por outras igrejas cristãs, os mórmons acreditam que as famílias são eternas e que os mortos podem, através da ordenança do batismo, alcançar a vida eterna. A busca dos antepassados, para que haja o ‘‘selamento’’ entre os parentes e o batismo dos mortos, fez com que a Igreja Mórmon acabasse se transformando na maior sociedade de genealogia do mundo. ‘‘São bilhões de registros de antepassados’’, destaca Viana.
Outra característica é o trabalho missionário feito por jovens a partir dos 19 anos. Obrigatório para o sexo masculino, o trabalho de evangelização é feito por duplas que deixam suas casas no período de dois anos. Atualmente, 60 mil missionários percorrem o mundo levando a doutrina mórmon. Em Londrina, 34 jovens se dedicam à missão.
A congregação, diz Viana, acredita ser a restauração da igreja primitiva de Jesus Cristo. Segue os ensinamentos da Bíblia e do livro de Mórmon, também chamado por eles de o outro testamento de Jesus Cristo. Acreditam que Cristo esteve nas Américas, após sua ressurreição, pregando o Evangelho aos primeiros habitantes.

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