Imagem ilustrativa da imagem Exposição itinerante quer estimular as doações de sangue
| Foto: Gina Mardones - Grupo Folha

A exposição integra a programação do Junho Vermelho e pode ser vista nas agências da Copel no centro e na zona norte

Há quatro anos, o pastor Nilsérgio Pedro Costa, 47, realizou um transplante de rim que o livrou das sessões regulares de hemodiálise. Ao longo dos 22 anos em que se submeteu ao procedimento, por várias vezes ele precisou de transfusão de sangue para reverter o quadro de anemia. A psicóloga Eliane Ferreira Trautwein, 37, também precisou de sangue há três anos, poucos dias após o nascimento de sua filha, em razão de complicações decorrentes da cesariana. Não fosse a solidariedade dos doadores, nenhum deles teria sobrevivido.

São inúmeras as situações que levam um paciente a necessitar de transfusão de sangue e conhecer as histórias de vida dos receptores foi a forma encontrada por um grupo de voluntários para estimular as doações. Em parceria com o Hemocentro Regional de Londrina, foi lançada na última segunda-feira (10) a exposição itinerante Gotas de Vida que dá nome, rosto e voz aos pacientes submetidos a transfusões e também aos doadores que com um ato simples prolongam a vida de milhares de pessoas.

A exposição integra a programação do Junho Vermelho, campanha que destaca a importância da doação de sangue, e até o final do mês pode ser vista nas agências de atendimento da Copel, na rua Pará, 1225 (centro), e na avenida Saul Elkind, 1.890, no conjunto Vivi Xavier (zona norte). Pelos dois locais, passam cerca de dez mil pessoas diariamente.

“A ideia da exposição é facilitar o acesso para que as pessoas entendam a importância da doação e levar informação à comunidade de forma simples. Tem doenças (que demandam transfusão) e as pessoas nem imaginam”, disse a idealizadora da exposição, Adriana Pontin. No ano passado, ela organizou uma exposição semelhante que percorreu três grandes shopping centers da cidade.

Neste ano, são 13 totens que contam a experiência de 85 pessoas, entre doadores e receptores. Depois das agências de atendimento da Copel, a partir de 10 de julho, a exposição acontece no Sesc Londrina Centro, na rua Fernando de Noronha, 264. Mas Pontin adianta que a intenção é levar os totens para outras 22 cidades da região assistidas pelo Hemocentro Regional de Londrina.

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| Foto: Gina Mardones - Grupo Folha

“Depois da minha doença, lá em casa todo mundo se tornou doador de sangue e de órgãos”, conta a técnica de enfermagem aposentada Elsa Miranda Santos Andrade

“Depois da minha doença, lá em casa todo mundo se tornou doador de sangue e de órgãos”, contou a técnica de enfermagem aposentada Elsa Miranda Santos Andrade, 65, submetida a um transplante de rim há 14 anos. “Eu ficava muito anêmica. Fazia diálise peritoneal de seis em seis horas. Eu incentivo as pessoas a doarem sangue porque não vai diminuir nada. Você não perde nada doando. Meu lema é doar”, ressaltou.

“Antes de adoecer, fui doador de sangue. Doar sangue é um ato muito importante porque salva vidas. Se todo mundo se unir e cada um fizer um pouco, conseguiremos um bom resultado. É importante conscientizar as pessoas porque tem muita gente precisando”, disse Costa.

“Nunca pensei que eu pudesse precisar de transfusão por causa do parto, mas aconteceu e eu só consegui vivenciar a maternidade porque alguém doou sangue. Um doador me permitiu ser mãe e cuidar da minha filha”, comentou Trautwein.

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| Foto: Gina Mardones - Grupo Folha

"Se todo mundo se unir e cada um fizer um pouco, conseguiremos um bom resultado", afirma Nilsérgio Pedro Costa

Além de reconhecer o gesto de solidariedade dos doadores e de sensibilizar a sociedade por meio das histórias dos pacientes que passaram por transfusão, o principal foco da exposição é levar informação ao maior número de pessoas possível.

“Essa exposição faz parte de um movimento na cidade que estimula a doação e que a gente tem visto florescer. É uma forma de conscientizar os pacientes, que passam a entender o universo do trabalho do Hemocentro, e reconhecer a atitude dos doadores. A exposição beneficia todos os lados, mas o principal é informar as pessoas sobre a importância da doação”, destacou o coordenador do Hemocentro do Hospital Universitário, Fausto Trigo.

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