Exposição está cada vez mais cosmopolita
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sexta-feira, 16 de abril de 2004
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
A Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina a cada ano atrai dezenas de representantes de várias partes do mundo. Nesta 44 edição, é possível topar com norte-americanos, italianos, alemães, belgas e vizinhos como os paraguaios. Em geral, eles vêm a negócios, mas muitos acabam trazendo a família para conhecer o país.
Os Estados Unidos são um dos maiores ''exportadores'' de visitantes para a exposição. O norte-americano Royce Schaneman, 33 anos, cumpre sua terceira passagem por Londrina e, dessa vez, trouxe a esposa, Angela, 31. ''Ela ouviu boas histórias e ficou ansiosa para vir. Ontem (anteontem), conversou com as crianças que visitavam a exposição e aproveitaram para treinar o inglês'', contou. Schaneman é representante do Departamento de Agricultura do estado de Nebraska e veio promover a pecuária daquela região, dominada pela raça Angus. ''Meu trabalho é contatar possíveis compradores, convidando-os para conhecer pessoalmente a genética de Nebraska'', explicou.
Para Beth e Randy Daniel, casal da Georgia, a exposição é novidade. Randy veio na qualidade de juiz e sua mulher aproveitou para visitar a parte agrícola da feira. De quebra, Beth disse que está se divertindo muito. ''Chegamos na quarta-feira e estamos adorando. É a primeira vez que Randy faz julgamentos fora dos Estados Unidos. Enquanto ele trabalha, eu passeio. Fiquei um bom tempo vendo um flautista tocar'', destacou.
Vindo pela oitava vez de Oklahoma, o pecuarista John Edwards, 61, frisou que, junto com os negócios, o melhor dessas visitas é fazer amigos. ''Já fiz vários. Falo muito pouco português mas dá para se virar. Na pecuária, os termos são similares nas duas línguas e, sabendo umas 20 palavras, dá para se comunicar'', observou. Ele garantiu que nesses anos todos já fechou bons negócios vendendo sêmen de Limousin, mas não quis falar em cifras.
O paraguaio Adolfo Caballero, 45, veio a convite da Sociedade Rural para apresentar a experiência de um banco de pecuária bem sucedido em seu país. A empresa oferece financiamentos a longo prazo para pequenos, médios e grandes criadores e foi responsável, segundo ele, por alavancar o setor no país. Ao falar sua impressão sobre a feira, entretanto, ele não citou negócios. ''É muito bonita'', resumiu.
Para não tornar a feira uma torre de Babel, os organizadores disponibilizaram uma equipe de intérpretes que acompanha os estrangeiros dia e noite. A tradutora Thaisa Melo, 24 anos, já concluiu que a língua não é entrave para os visitantes. ''Os que vieram outras vezes já estão acostumados e nem dependem muito de nós. Outros têm um pouco de dificuldade para se comunicar mas fazem negócios sem problemas, porque os nomes de raças, por exemplo, variam muito pouco'', apontou.


