Com o protesto de estivadores e arrumadores anteontem em Paranaguá, a direção do porto teve que reforçar a segurança nas instalações e fechou todos os portões durante 12 horas. O corredor de exportação, por onde é escoada a safra de grãos paranaense e de outros Estados, permaneceu fechado por cerca de duas horas. Neste período aproximadamente 10 mil toneladas de soja deixaram de ser embarcadas. A assessoria de imprensa do Porto de Paranaguá disse ontem que ainda não havia uma estimativa dos prejuízos. O balanço das perdas deve ser divulgado amanhã.
O chefe da Guarda Portuária, Marcos Diniz Abade, disse que quando os estivadores começaram o tumulto no centro da cidade, todos os portões foram fechados para preservar o patrimônio do Porto de Paranaguá. ‘‘A rigor o porto não tinha nada a ver com a confusão, que foi entre o sindicato e a Cargill, mas tivemos que dobrar o número de pessoas da segurança, para evitar problemas no nosso pátio’’, disse Abade.
Na opinião dele, o protesto dos estivadores foi oportunista porque a situação de segurança está fragilizada diante da paralisação da Polícia Militar e da falta de condições materiais da Polícia Civil. ‘‘Acionamos a polícia no momento em que os protestos começaram, mas a informação que recebemos é que não havia nenhuma viatura disponível para atender a ocorrência’’, afirmou.
O chefe da Guarda Portuária disse ainda que o movimento de policiais militares tem ocasionado um aumento considerável no número de assaltos a caminhoneiros que esperam nas filas sua vez para descarregar a safra de grãos. Abade revelou que na noite de sexta-feira houve troca de tiros entre seguranças do Porto de Paranaguá e assaltantes que tentavam roubar motoristas de caminhões estacionados no pátio. (R.H.)

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