O superintendente do Ibama no Paraná, Luíz Nunes Mello, explicou que a polêmica toda refere-se a demora no tramite burocrático para a liberação da carga. De acordo com Nunes Mello, a princípio estaria tudo legal, faltando apenas a confirmação do processo no Ibama em Brasília. Normalmente a liberação das cotas de exportação dessa madeira acontece num prazo de 20 dias, mas por conta da intervenção do Ibama no Pará, estado de origem da madeira, essa autorização já dura mais de 60 dias.
Por causa dessa demora, a empresa responsável pela exportação do mogno sentiu-se prejudicada e solicitou ao Ibama do Paraná a liberação imediata da madeira. Seguindo o que determina a lei, Nunes Mello disse que negou a solicitação, uma vez que ainda não existia a liberação das cotas. A empresa, por sua vez, procurou a Justiça e conseguiu a liminar autorizando o embarque da carga.
O mogno, assim como a imbúia, o pinheiro e a virola, por conta da ameaça de extinção, são as chamadas madeiras contingenciadas, que para serem derrubadas e comercializadas requerem um fiscalização mais rígida. No caso da carga de mogno, por exemplo, antes de liberar o embarque, o Ibama do Paraná precisaria checar a origem da carga e ainda aguradar a liberação da cota de exportação expedida pelo órgão em Brasília.
Sobre a determinação judicial que liberou a carga, Mello disse que a princípio fez o que manda a legislação, e que não poderia fazer mais nada depois da liminar.

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