Mil tanabatas, 280 mil flores, 45 mil tsurus em origami, 1,5 mil tyotins (lanternas), 10 mil metros de fitilhos, bambus e 45 mil voluntários desenharam o espírito nipônico em Londrina, o qual inspirou aproximadamente 240 mil pessoas a passarem pelo Parque de Exposições Governador Ney Braga durante os cinco dias da Expo Imin 100, como afirmou o presidente da Comissão Imin 100 Londrina, Atsushi Yoshii, que divulgou um balanço, na manhã de ontem. O evento foi realizado entre os dias 18 e 22 de junho.
Para Yoshii, o tema da festa, integração e evolução do nikkei, foi retratado, principalmente, na preparação da exposição, que contou com a participação de toda a população local e não só da comunidade japonesa, como ocorreu em outras cidades brasileiras. ''Nossa intenção não era obter vantagem financeira, mas sim acolher o máximo de pessoas nas comemorações'', justificou.
Conforme a esposa de Yoshii, Kimiko, uma das coordenadoras da Expo Imin, a comissão ainda está fazendo o balanço financeiro da exposição, mas já recebeu solicitações para tornar a festa um evento anual. ''Um evento maior tem um custo alto e ainda há a dificuldade em obter patrocínio, mas eventos menores, como o beisebol internacional, ainda serão realizados até o final de 2009, quando terminam as comemorações do centenário'', informou.
Ainda segundo Kimiko, 200 dos mil tanabatas produzidos para a decoração do parque de exposições foram doados para as instituições que ajudaram a comissão a produzir os objetos decorativos. Outros 300 ficarão guardados como reserva, para serem usados em eventos pós-Imin e o restante deverá ser vendido. ''Já temos pedidos de cidades do interior de São Paulo'', comentou a coordenadora, que espera poder ''pagar as contas'' com o lucro do evento, que custou R$ 4,5 milhões.
Barracas gastronômicas foram as que mais venderam durante a Expo Imin: no total foram comercializados 600 quilos de costela e mais de uma tonelada de peixe. A Expo ocupou 17 pavilhões permanentes do Ney Braga com projetos artísticos, esportivos e tecnológicos, além de eventos ligados ao agronegócio, os quais mobilizaram 1.250 participantes em palestras e seminários e 680 produtores. Já a exposição de robótica recebeu a visita de 21 mil alunos de 165 escolas.
''O público deu exemplo de civilidade durante a exposição'', ressaltou o coordenador do pavilhão de tecnologia e robótica, George Hiraiwa, lembrando que quatro toneladas de material reciclado foram recolhidas durante o evento e serão destinadas à uma organização não-governamental.
Para o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, o diferencial da comemoração local ficou por conta do profissionalismo da comissão em conseguir envolver milhares de pessoas na preparação da festa. ''Foi a maior e melhor festa do centenário no Brasil'', reforçou.
Yoshii destacou ainda a visita do príncipe japonês Naruhito, principalmente sua participação direta com a população, cumprimentando os idosos. ''Poder inaugurar a praça é extremamente gratificante, já que é um espaço público querido por todos'', resumiu o presidente da comissão, lembrando que a construção da Praça do Centenário da Imigração Japonesa Tomi Nakagawa, na Região Central de Londrina, empregou 110 funcionários durante os 80 dias da obra, orçada em R$ 2,5 milhões.

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