Explosão em faculdade será investigada
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quarta-feira, 09 de junho de 2004
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
Apucarana A Faculdade Apucarana (FAP) nomeou uma comissão de sindicância para apurar um fato nebuloso que está provocando controvérsia no Vale do Ivaí. No primeiro dia deste mês, por volta das 20 horas, uma bomba caseira explodiu em um dos banheiros masculinos do bloco 1 do campus da instituição. O incidente não provocou danos materiais mas deixou vários pontos de interrogação para a direção da faculdade, a polícia e a comunidade.
Segundo informações da faculdade, logo depois da explosão, Mariza Silva, aluna do curso de Ciências Biológicas, passava pelo corredor, a aproximadamente sete metros da porta do banheiro, quando teve uma vertigem e desmaiou. Ela foi socorrida por uma ambulância, levada ao Pronto Atendimento (PAN) e transferida depois ao Hospital da Providência.
Segundo familiares, ela permaneceu desmaiada por 12 horas, teve alta, mas foi novamente hospitalizada. Ela continua internada mas a Folha não conseguiu informações sobre seu estado de saúde.
De acordo com o diretor da FAP, Luiz Henry Monken, os médicos que atenderam Mariza teriam descartado que o problema de saúde de estudante estava relacionado com a explosão. ''Nos disseram que o problema é de ordem emocional, não teria nada a ver com o incidente no banheiro'', afirmou Monken.
A Polícia Militar esteve no local mas a faculdade não registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. ''Consultamos nosso departamento jurídico e decidimos apurar os fatos internamente para depois informar os detalhes à polícia'', justificou o diretor.
Segundo o delegado-chefe da 9 Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, Acácio de Azevedo, a Polícia Civil está investigando o caso e já teria alguns suspeitos de ter detonado a bomba. Entre eles, estariam soldados do 15º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIM) que estudam na instituição e que devem ser ouvidos nos próximos dias, assim como familiares, estudantes, professores e diretores da FAP.
De acordo com Monken, a sindicância fará o mesmo trabalho, uma espécie de inquérito paralelo. Os envolvidos serão punidos, garantiu o diretor, de acordo com o código disciplinar da instituição. ''Queremos desencorajar novos fatos semelhantes a este. Só vamos encerrar as investigações quando o episódio for desvendado'', assegurou.
A comissão de sindicância terá 10 dias para concluir o relatório. O presidente será o professor de Direito Glaucio Hashimoto, que terá o apoio de outros dois colegas, Rogério Hirasato, também do curso de Direito, e André Zago, professor de Fisioterapia. Um representante dos estudantes também fará parte da comissão.


