Explosão em escola mata zeladora
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sexta-feira, 13 de junho de 2008
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
Morreu ontem à tarde a zeladora Miriam Aparecida do Nascimento, 40 anos, vítima de queimaduras de 2º e 3º graus, em Apucarana (norte paranaense). Ela estava internada no Hospital da Providência desde quinta-feira, quando um latão de tinta a óleo explodiu ao seu lado, na Escola Municipal Paulo Haruo Sato, em Mauá da Serra (54 quilômetros ao sul de Apucarana).
Segundo Leonice Aparecida Machado, secretária de Educação de Mauá da Serra, a explosão ocorreu por volta de 7h10, enquanto Miriam acendia um cigarro próximo à varanda onde o latão ficava, ao lado do almoxarifado. ''A sobra de tinta estava ali porque, recentemente, ampliamos o número de salas de aula e ainda faltava pintar o piso. O local era aberto e a lata possuía apenas um furo para respiro. Todos os funcionários sabiam combater um incêndio. Mas ela, provavelmente, não tinha a dimensão do perigo que corria. O que aconteceu foi um acidente lamentável'', explicou.
As aulas da manhã começam às 7h30 e, no momento da explosão, além de Miriam, havia apenas uma merendeira e duas professoras na escola. Conforme a secretária, o estrondo foi ouvido à distância e alertou essas mulheres. ''Quando elas chegaram, a zeladora estava sentada ao lado do latão com o corpo inteiro em chamas. Imediatamente, a abafaram com pedaços de tecido e chamaram uma ambulância. Dali, ela seguiu para o pronto-socorro da cidade e depois para Apucarana. Devido ao comprometimento da fiação elétrica, as aulas foram interrmpidas'', informou Leonice.
Além da fiação, a explosão danificou o forro da varanda. Uma reunião entre a direção da escola e os pais dos alunos acontecerá na próxima semana para esclarecimento do fato. O estabelecimento existe há 18 anos e, nos últimos meses, foi reformada. Miriam era servidora municipal há cerca de 15 anos e era a primeira a limpar o prédio porque morava em Marilândia do Sul (34 quilômetros ao sul de Apucarana) com três filhas.
Minutos antes do falecimento da zeladora, Leonice afirmou à reportagem da FOLHA que a Prefeitura de Mauá da Serra fez e faria o necessário para atender a vítima e sua família, em termos financeiros e psicológicos.


