Explosão e incêndio assustam os moradores do bairro Cascatinha
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segunda-feira, 13 de abril de 1998
Elisa Marilia Carneiro 
Uma grande explosão seguida de incêndio do reservatório de combustível da fábrica Trombini Celulose e Embalagens S.A. movimentou as equipes do Corpo de Bombeiros de Curitiba ontem de manhã. A fumaça cinza-chumbo podia ser avistada do outro lado da cidade. Ninguém se feriu e a causa do incêndio ainda não foi apurada. A indústria fica localizada na Rua Olimpyo Trombini 619, no bairro Cascatinha, próximo ao Parque Tingui.
Os bombeiros usaram três caminhões tanques e uma plataforma mecânica para resfriar o reservatório de aço, que estava com 130 toneladas de óleo combustível, usado para alimentar a caldeira da fábrica. O estrondo da explosão ocorrida no meio da manhã quebrou vidraças e jogou a cerca de seis metros de distância a tampa do tanque, que ficou em cima da caldeira.
Fomos chamados às 10h20 e em poucos minutos já estávamos aqui com caminhões do Quartel Central e do Regimento de Santa Felicidade. Usamos mais de 150 mil litros de água para garantir o resfriamento do tanque. As chamas foram controladas em uma hora e meia. Vinte e cinco homens trabalharam nesta operação, relatou o tenente Rogério Lima de Araújo. Ao meio dia e meia, o reservatório não apresentava mais perigo, segundo os bombeiros, mas foi preciso jogar água por duas horas para esfria-lo.
Marcelo AlmeidaEsfriaVinte e cinco Bombeiros usaram mais de 150 mil litros de água para resfriar o tanque. Às 12h30, o reservatório não apresentava mais perigo de explosão, mas foi preciso jogar água por duas horas para esfria-lo
A grande preocupação dos diretores da fábrica é evitar o vazamento do óleo queimado. A empresa montou barreiras para proteger o Rio Barigui, que passada próximo à indústria. Equipes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente estiveram aqui logo que o alarme foi acionado e constataram que não há risco de vazamentos, afirmou o gerente de produção, José Marcelino Gonçalvez. Segundo ele, o tanque queimado foi esvaziado e revisado em fevereiro deste ano.
Para o técnico em segurança da fábrica Piracy Armando, não há indícios que possam explicar o ocorrido. Não há cabos elétricos por perto, nem nada que produza fagulhas. De qualquer forma, haverá uma investigação para prevenir novas explosões, disse. Os brigadistas da indústria tomaram as primeiras providências antes de os bombeiros chegarem.
Para que a fábrica não fique parada, serão usados caminhões tanques para abastecer a caldeira. Cada dia de paralisação equivale a uma queda de R$ 100 mil no faturamento. A fábrica produz 200 toneladas por dia de papel reciclado para caixas de papelão e usa 33 toneladas de óleo por dia. No setor onde está localizado o tanque, trabalham cerca de 200 pessoas. Em toda a fábrica, são mais de 1,2 mil funcionários.
Essa foi a primeira vez em 33 anos de funcionamento que ocorre um acidente nessas proporções na Trombini.


