Uma explosão destruiu ontem um dos armazéns da exportadora Comércio e Indústria Brasileira (Coimbra), em Paranaguá, Litoral do Estado. O acidente aconteceu por volta do meio-dia, quando a maioria dos cerca de 40 funcionários que trabalham no local estava em horário de almoço. O Corpo de Bombeiros só conseguiu conter o fogo uma hora depois da explosão. Catorze pessoas foram encaminhadas ao Hospital de Paranaguá, três em estado grave. Até o final da tarde de ontem não tinham sido encontradas vítimas fatais.

O armazém da Coimbra fica no corredor de exportação do Porto de Paranaguá. Tinha 10 mil metros quadrados e capacidade para armazenar 60 mil toneladas de grãos de milho. No momento da explosão, 5 mil toneladas estavam sendo descarregadas. ''O estrago só não foi maior porque aconteceu em horário de almoço e no meio de um feriado, quando o movimento é menor'', avaliou o capitão do Corpo de Bombeiros, Luiz Henrique Pombo Nascimento.

Segundo o capitão, essa foi a maior explosão já ocorrida no corredor de exportação do porto. Testemunhas contaram que os escombros subiram cerca de 200 metros antes de se espalharem. A 250 metros do local era possível encontrar pedaços de zinco e escombros do armazém. Blocos de concreto foram arrancados do chão, atingindo pessoas, carros e caminhões que estavam no local.

No início da noite, os bombeiros ainda faziam um levantamento do número de feridos por causa da explosão. ''Muita gente foi atingida por escombros enquanto passava pela rua e foi sozinha ao hospital'', salienta Pombo.

A mulher de um dos caminhoneiros que aguardavam para descarregar o milho foi atingida por um telha e teve perfuração abdominal. Ela foi encaminhada pelo Siate ao Hospital de Paranaguá, em estado grave. O caminhoneiro Gilberto Daman, 31 anos, teve o veículo atingido pelos escombros. ''Foi uma sorte não ter acontecido nada comigo'', desabafou. O caminhão, no entanto, teve a lataria bastante danificada.

A causa do acidente ainda é desconhecida. O Instituto de Criminalística realizou uma perícia no local, mas somente depois de 20 dias será possível concluir os motivos da explosão. Análise preliminar do Corpo de Bombeiros dá conta de que as partículas (poeiras) do milho suspensas entraram em contato com algum material inflamável. ''Essas partículas são altamente explosivas, um curto-circuito ou mesmo um cigarro aceso podem ter causado a explosão'', afirmou o capitão Pombo.

Ele descarta riscos de novas explosões, mas como medida preventiva, a energia elétrica da região foi cortada e as atividades do corredor de exportação do Porto de Paranaguá ficaram suspensas.

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