Da Sucursal

Kraw PenasRescaldoDestroços na cozinha do apartamento em que um botijão de gás explodiu no começo da tarde de ontem: dois feridos, estilhaços na rua e susto na vizinhançaUma explosão causada por vazamento de gás de cozinha em um edifício no bairro Juvevê, em Curitiba, deixou duas pessoas feridas. A explosão ocorreu ontem por volta das 13h30. As vítimas foram atendidas pelos bombeiros e encaminhadas ao Hospital Evangélico.
As vítimas - Nilson Benerte Fernandes, 39 anos, e Naíde Scheichier, 17 anos - tiveram queimaduras de segundo e terceiro graus em 35% do corpo, principalmente, na face, braços e mãos. ‘‘Eles estão internados no Hospital Evangélico e a situação inspira cuidados’’, disse o cirurgião plástico Paulo Bettes. Hoje, às 12 horas, o hospital deve divulgar boletim médico sobre a situação dos dois pacientes.
A explosão ocorreu em consequência de um vazamento de gás do botijão da secadora de roupa na lavandeira do apartamento. Naíde, a empregada da casa, teria comunicado o vazamento a Nilson Benerte, irmão do dono do apartamento. ‘‘Ao verificar a válvula de gás, o vazamento aumentou. Como a central de gás estava ligada, houve a explosão’’, explicou um dos bombeiros que estavam no local.
Cozinha, área de serviço e sala do apartamento foram danificados. O teto da casa, de gesso, desabou. Apenas Naíde e Fernandes estavam no apartamento. O irmão de Fernandes, a mulher e três crianças viajaram ontem pela manhã. O apartamento fica no sexto andar do Edifício Patriarca, na Rua Deputado Mário de Barros, 752.
Com a explosão, a esquadria da janela e cacos de vidros foram lançados para a rua. Uma esquadria atingiu o pára-brisa de um Fiat Elba que passava pela rua. O proprietário do automóvel, arquiteto Raul Fischer, levava o filho de três anos para a escola. ‘‘Pulei para cima do meu filho para protegê-lo’’, descreveu. Pai e filho não se feriram. Outros três carros também foram atingidos.
Os bombeiros esvaziaram o prédio para fazer a perícia. A energia elétrica também foi interrompida. A rua em frente ao edifício foi interditada. Os moradores, assustados, ficaram nas proximidades.
A estudante Maria Cristina Correa, 14 anos, disse que a explosão estremeceu o prédio. ‘‘Vi uma pequena chama subindo logo depois da explosão’’, afirmou. Maria Cristina estava em casa com a mãe, madrinha e duas empregadas.
A funcionária pública Bárbara Gomes Peixoto, 22 anos, também ficou muito assustada. ‘‘Quando ouvi o barulho, pensei que o andaime das obras do prédio tivesse caído’’, disse Bárbara, que mora no segundo nadar.

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