A explosão de um botijão de gás (5 kg) em um carrinho de cachorro-quente deixou sete pessoas feridas, anteontem, no centro de Ponta Grossa. Uma das donas do carrinho, Maria Ivonete Lopes, 36 anos, que trabalhava no local, está internada na UTI da Santa Casa com queimaduras de 2º grau em 36% do corpo, principalmente nas pernas, nos braços e no rosto.
O acidente ocorreu às 12 horas, na Rua Benjamin Constant, próximo ao terminal de ônibus urbano, quando o movimento era grande. Outras três pessoas, parentes de Maria Ivonete – Veraldina do Rosário, 54 anos; Maria do Rosário, 34; e Rafael Lucas Cupik, 12 – estão internados no Pronto-Socorro municipal.
Todas as vítimas trabalhavam nos três carrinhos de lanche que a família mantinha no local, um ao lado do outro. A explosão atingiu os três, que pegaram fogo e foram parcialmente destruídos. As outras três vítimas, que seriam clientes, sofreram ferimentos leves e já foram liberadas.
O estado de Maria Ivonete Lopes era estável ontem, segundo a médica plantonista Glaucia Maria Barbieri. ‘‘Ela está na UTI por ser o único local com maiores recursos para os curativos e com menores riscos de infecção. O estado ainda inspira cuidados e as queimaduras são de moderadas a graves.’’
Segundo o médico Alysson Moço Faidiga, do Pronto-Socorro, as três vítimas internadas são avó, mãe e filho. A mãe e o filho estão com queimaduras nas faces, mãos e membros superiores. A avó também foi atingida nas pernas. ‘‘Ela é diabética e sua situação corre o risco de evoluir para uma insuficiência renal ou infecção. Estamos tentando transferi-la para um hospital com maiores recursos, mas ainda não conseguimos. Tentamos o Hospital Evengélio, em Curitiba, e a Santa Casa de Ponta Grossa, mas estão sem vaga’’, afirmou.
O médico disse que mesmo as pacientes não têm idéia do que poderia ter causado o acidente. ‘‘A senhora mais velha afirmou que o sistema de mangueiras dos carrinhos era novo e que os botijões guardados estariam vazios. Ela chegou a suspeitar que a explosão teria sido causada por uma bomba’’, contou.
O Corpo de Bombeiros, que atendeu a ocorrência, informou que será realizada uma perícia para apurar a causa do acidente. ‘‘Ainda não sabemos se foi falha humana ou se o botijão estaria com defeito’’, disse o soldado Arthur José de Camargo. Ele também não soube informar se os carrinhos tinham licença da prefeitura para funcionar naquele local.

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