Exploração do Aquífero Karst é reduzida
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sexta-feira, 24 de agosto de 2001
Katia Michelle<BR>De Curitiba 
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) decidiu reduzir para 200 litros por segundo o volume de exploração do Aquífero Karst, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. A previsão inicial era de 600 litros/segundo. A decisão foi tomada depois da conclusão das pesquisas para apresentação do Estudo e Relatório do Impacto Ambiental (EIA/RIMA), que deve ser entregue ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) até 1º de setembro.
A proximidade do prazo fez com que a Sanepar solicitasse ajuda do consultor de hidrogeologia austríaco, Till Harum, que chegou quinta-feira em Curitiba para avaliar as conclusões do estudo. A Sanepar procura um meio de amenizar o impacto ambiental que já pode ser verificado na região desde 1996, quando a empresa iniciou sua exploração.
Foi a partir dessa época que moradores da região e agricultores começaram a denunciar que a estrutura das casas estariam sendo danificadas, apresentando rachaduras em função da má exploração do solo. Os moradores reclamam que poços e rios de Colombo estariam secando por causa da exploração do aquífero e que crateras teriam surgido no município depois que a Sanepar começou a utilizar o local.
Mesmo não assumindo a culpa pelos problemas, a Sanepar decidiu reduzir o volume de exploração, mantendo o volume atual, entre 160 e 200 litros por segundo. Atualmente 11 poços fazem a retirada de água do aquífero. Caso a exploração seja interrompida, a Sanepar estima que 160 mil moradores de Colombo fiquem sem água. A continuidade da exploração é motivo de polêmica entre ambientalistas e até a Justiça já se posicionou exigindo velocidade na apresentação do EIA/RIMA.
No mês passado, a juíza da Vara Cível de Colombo, Anésia Edite Kowalski, determinou multa diária de R$ 4 mil até que a empresa apresentasse o estudo, mas a empresa recorreu. O coordenador do relatório, Jonel Iurk, defende que os prazos são ''questões políticas'' e que o atraso na apresentação do estudo é um procedimento normal. Ele ressalta que a empresa não vai divulgar o conteúdo antes da entrega do estudo ao IAP. O instituto, por sua vez, informou que não vai se manifestar até que receba o relatório.
O estudo a ser apresentado é referente apenas à exploração em Colombo. Em Almirante Tamandaré, onde dez postos são explorados, o relatório ainda não tem prazo para ser concluído.


