Exploração de reserva de urânio é inviável
Exploração de reserva
de urânio é inviável
A facilidade de exploração da energia hídrica fez com que o Paraná investisse menos em outras alternativas do que alguns estados. Iniciativas isoladas como energia solar no litoral, usina de carvão mineral em Figueira e exploração de resíduos de xisto em São Mateus do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, todas desenvolvidas pela Copel, são pouco significativas.
A alternativa de energia nuclear, a partir da exploração de reservas de urânio localizadas no Nordeste do Estado, não é viável economicamente. Isso é o que apontam os geólogos Antônio Rebelo e Paulo Camargo. Eles foram contratados pela empresa Nuclebrás em 1982 para fazer um estudo comparativo da jazida de Urânio de Figueira.
Desde 1956 há informações sobre a existência de uma reserva de urânio na região Nordeste do Paraná. Ela foi confirmada por sondagens feitas em 1972. Em 1974 uma cubagem por sonda constatou a existência de 7 mil toneladas de urânio (U3O8) no subsolo entre os municípios de Figueira e Curiuva.
Uma das limitações dessa jazida é que ela está em uma profundidade de até 100 metros, o que encareceria a retirada e processamento do minério. A principal área de extração de urânio no Brasil hoje é a de Caitité, no Bahia. Lá, o material está no nível do solo e as reservas são de 180 mil toneladas. Muito superiores que as do Paraná. Além disso, o urânio de Caitité é retirado em conjunto com minério de fósforo. A venda do fósforo reduz os custos de extração do urânio. Nas reservas de Figueira a maior parte do urânio está solteira.
O relatório da Nuclebrás mostra que a exploração do urânio paranaense é inviável economicamente pela profundidade e baixo volume da reserva, se não fosse, as multinacionais que exploram o minério na Bahia já teriam se transferido para Figueira, pois a jazida é conhecida há quase 50 anos, afirma o presidente do PV no Paraná, José Álvaro Carneiro.





