O programa Pró-Escola, lançado pelo Governo do Estado através de decreto, na semana passada, já funciona em Londrina há alguns anos. Ele permite às empresas privadas investir na recuperação e reequipamento das escolas públicas, situação que, em algumas escolas públicas da Cidade, é uma realidade. O resultado financeiro do aluguel de espaços para publicidade é administrado pela Associação de Pais e Mestres (APM) e revertido para a manutenção da escola e atendimento a alunos carentes.
‘‘Para a escola poder ceder espaços para publicidade, ela tinha de pedir permissão, o que demandava tempo. Agora, não. Toda escola, a critério do diretor, poderá recorrer a essa forma de aumentar os recursos disponíveis’’, afirma a chefe do Núcleo Regional de Londrina, Genoveva Belluci. Segundo ela, a necessidade de entrar com pedido de autorização junto ao Núcleo fez com que poucas escolas utilizassem essa alternativa.
O colégio estadual Vicente Rijo é um dos mais antigos da Cidade a utilizar seus espaços para propaganda. E, segundo a diretora do colégio, Vera Maria Gouvea de Camargo Akaishi, os resultados são excelentes. ‘‘Com o decreto, a situação melhora. É importante que a população também assuma a responsabilidade sobre a qualidade do ensino, colaborando com o sistema.’’ Ela acrescenta que a evolução é muito rápida e o Estado não dispõe de recursos para acompanhar as necessidades escolares.
Atualmente a APM do Vicente Rijo mantém contrato com sete empresas privadas, que fazem propaganda e mantêm parcerias com a escola. O resultado financeiro, calcula a diretora, equivale a quase 20% dos recursos da escola. ‘‘É com esse dinheiro que associação garante material e atendimento aos alunos carentes e reformas da escola’’, diz a diretora Vera Akaishi.
Foi a APM também que conseguiu equipar o laboratório de informática do Vicente Rijo. ‘‘Mesmo assim ainda não podemos dizer que damos o respaldo de informática necessário aos alunos. Precisaríamos de pelo menos mais um laboratório para atender todos os nossos 4 mil alunos.’’
A expectativa da diretora é que, através do Pró-Escola, aumentem as possibilidades de convênios com a iniciativa privada. Em troca do investimento em recuperação e reequipamento das escolas, as empresas teriam incentivos fiscais. Londrina tem 70 escolas estaduais.

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