Bandeirantes O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e do Mobiliário de Londrina (Sintracom) está cobrando providências sobre uma suposta exploração de mão-de-obra em Bandeirantes (34 km a leste de Cornélio Procópio). Um dossiê, contendo informações sobre supostas irregularidades no canteiro de obras da Moradias Parque das Adálias, entre elas o não-pagamento de direitos trabalhistas a 69 operários, já foi encaminhado ao Ministério Público Federal de Curitiba. A mesma documentação será enviada nos próximos dias ao Ministério Público do Trabalho, também de Curitiba.
O empreendimento faz parte do programa Casa da Família/FGTS, da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). Através de um sistema de gestão comunitária, 172 casas populares estão sendo construídas na cidade. Segundo o presidente do Sintracom, Denilson Pestana da Costa, os 69 operários (pedreiros e serventes) trabalham no local sem carteria assinada, implicando em não-arrecadação do FGTS. Uma comissão, composta por representantes do próprio Sintracom, sindicato patronal e do Crea/PR, teria ''in loco'' comprovado a veracidade das denúncias. ''Esta visita aconteceu no dia 6 no mês passado, tenho tudo registrado na documentação que entregamos ao procurador em Curitiba. Conversamos com muitos trabalhadores, e descobrimos ainda que não cumprimento do piso salarial da categoria'', argumentou Costa. Segundo ele, pedreiro tem salário de R$ 680 e servente, R$ 497. ''Eles pagam entre R$ 200 e R$ 300'', afirmou.
Outro problema, segundo o presidente, é a negligência em relação a equipamentos de segurança. Os operários estariam apenas com um capacete, sem luvas, macacão apropriado ou óculos de proteção. ''Não tinha nada, e eles descumprem também a lei que obriga uma obra com mais de 20 funcionários criar a Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes'', apontou.
A Cohapar se auto-isenta de qualquer responsabilidade no caso. Como as obras são tocadas por uma associação de mutuários local, a companhia avalia que não tem vínculos empregatícios com os contratados. A Cohapar financia o andamento das obras por meio de repasses mensais.

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