Exploração de areia é investigada por ONG
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de agosto de 2001
Denise Angelo<BR>De Ponta Grossa 
A Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária (Amar) esteve ontem vistoriando alguns trechos do Rio Tibagi, na região de Ponta Grossa, onde é feita extração de areia. Há uma semana o movimento ''Viva o Tibagi'', que desenvolve atividades de preservação do rio, denunciou a extração devastadora de areia nas margens do Tibagi.
Por causa dessas mesmas denúncias, no começo da semana uma das 13 empresas que extraem areia do Tibagi teve sua licença de trabalho cancelada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e outra foi obrigada a assinar um termo de responsabilidade, se comprometendo a recuperar a mata ciliar que destruiu. Segundo o chefe regional do IAP, Luis Eduardo Araújo, as empresas só poderão voltar a trabalhar quando repuserem as espécies nativas retiradas da região.
A extração de areia do leito do rio não é ilegal. O problema é que as mineradoras estão avançando sobre as margens do Tibagi, derrubando a mata ciliar e provocando o alargamento do leito.
Há cerca de 20 anos, em alguns pontos o Tibagi havia 20 metros de largura e quatro de profundidade. Hoje, por causa da devastação, já é possível encontrar trechos em que o rio apresenta quase 40 metros de largura e apenas dois de profundidade.
A presidente da Amar, Lídia Lucalski, disse que uma das grandes preocupações é que a margem do Tibagi é muito arenosa, o que acelera o processo de erosão. O grupo vai concluir o processo de levantamento da situação das mineradoras, para então pedir que o Ministério Público intervenha e analise todos os termos da concessão das licenças para extração.


