‘‘Se eles são felizes e conseguem superar suas dificuldades, conquistando uma profissionalização, não existem justificativas para nós nos acomodarmos diante dos obstáculos que enfrentamos na vida.’’
Para a aluna do 2º ano do colégio Máxi, Roberta Vezozzo, 15 anos, esse foi o principal resultado obtido com o conhecimento da realidade vivida pelos portadores de deficiência mental. Ela conta que, ao descobrir as potencialidades dessas pessoas, criou uma nova concepção sobre o valor da vida.
Roberta conta que antes de visitar a Apae e entrar em contato com as crianças e jovens que estudam na entidade, ‘‘não pensava muito no assunto’’. Ela acreditava que os portadores de deficiência mental eram pessoas dependentes e incapazes. ‘‘Para mim, foi uma surpresa ver a grandeza dos sentimentos destas pessoas, sua disponibilidade e capacidade na realização de vários tipos de trabalho’’, comenta. ‘‘Todos tem que saber disso para aprender a valorizar essas pessoas.’’,
Luis Felipe Martin, 15 anos, e Vânia Senegaglia Morete, da mesma idade, alunos do 2º ano do Colégio Máxi, assinam uma carta enviada ao programa da SBT, de Silvio Santos, a Porta da Esperança. Representando os alunos do colégio, eles esperam conseguir a doação de uma máquina a jato para lavagem de carros. Eles explicam que a máquina pode significar uma alternativa de renda para a Apae, que precisa de dinheiro para ampliar suas atividades. A carta foi encaminhada há cerca de dez dias e, até ontem, a organização do programa não havia dado retorno.
Sobre o trabalho que estão realizando na campanha em prol da Apae, os jovens enfatizam dois pontos. O primeiro: a importância de garantir a continuidade do trabalho de entidades como a Apae. O segundo: a legislação não garante o sentimento de solidariedade; só ação e trabalho de conscientização são capazes de despertar a sensibilidade das pessoas.
(Célia Baroni)

mockup