Em algumas cidades da Região Metropolitana de São Paulo, a Lei Seca, ao lado de outras políticas públicas de combate à criminalidade urbana, vem apresentando resultados contundentes. Em Diadema, um ano após sua implementação, o índice de vítimas de homicídio caiu 25,51%, segundo informações oficiais do município. A experiência também é comemorada em outras cidades da região, como Mauá, Osasco e Taboão da Serra.
Em Apucarana, o delegado-operacional da 17 Subdivisão Policial, João Batista Pinto, disse que vê com ''bons olhos'' a entrada da lei na cidade. Sem a presença do álcool durante a madrugada, segundo ele, a incidência de alguns crimes nesse período tem tudo para cair. ''Depois desse horário, a tendência é o pessoal beber mais e se envolver em brigas e confusão. Além do mais, nessa hora, quem não gosta de se expor à ação de bandidos, costuma ficar em casa'', raciocinou.
Segundo o delegado, a iniciativa pode influenciar diretamentos na redução de crimes que acontecem com mais regularidade na madrugada. ''Temos que aguardar no mínimo 30 dias para avaliar os primeiros resultados, mas acredito que a lei poderá inibir alguns crimes, como lesão corporal, furtos, roubos e tentativas de homicídio'', elencou.
O vereador Gláudio Renato de Lima (PT), líder do partido na Câmara Municipal de Londrina, quer implantar na cidade a mesma lei. Ele já protocolou um projeto que obriga o fechamentos de bares após as 23 horas. Em declarações à imprensa, o prefeito Nedson Micheleti se manifestou contrário à iniciativa do vereador. A matéria será discutida no retorno do recesso do Legislativo, dia 14 de fevereiro. (G.G)

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