Dois casais de Curitiba iniciam no próximo dia 15 uma expedição cujo objetivo final é escalar o maior vulcão do mundo - o ‘‘Ojos del Salado’’, no Chile, com 6.880 metros de altura. O desafio do grupo é chegar ao topo do vulcão pela rota argentina, mais difícil que a chilena e explorada com sucesso por poucos alpinistas até hoje.
O grupo é formado pela engenheira florestal Sônia Reinstein, de 28 anos e o marido dela, o estatístico Cássio Freitas Pereira de Almeida, 28; o dentista Marcos Iwamura, 27; e a namorada dele, a farmacêutica Elaine Fujiwara, 21. Dos quatro, apenas Elaine ainda não tem experiência em montanhas altas. Cássio já escalou com Marcos os 6.959 metros do Aconcágua e esteve com Sônia no topo do Monte Ascaran, no Peru, que tem 6.768 metros.
O vulcão ‘‘Ojos del Salado’’ fica na fronteira entre o Chile e a Argentina, na região do deserto de Atacama. É a segunda maior montanha do Ocidente, atrás do Aconcágua, e está em dormência há muito tempo. O vulcão é frequentemente escalado pela rota chilena, que permite chegar de carro até 5.500 metros de altura, explicam os alpinistas.
‘‘A rota argentina ainda é pouco conhecida e nem mesmo conseguimos mapas precisos sobre a região’’, conta Iwamura. O grupo vai de ônibus de Curitiba até Fiambala, na Argentina, já a 1.500 metros de altitude. De lá, segue de jipe até o povoado de Casadero Grande, onde inicia a caminhada.
A previsão é chegar ao topo do vulcão no primeiro dia de 1997, depois de caminhar cerca de 60 quilômetros. Nessa trajetória, o grupo vai enfrentar temperaturas variáveis entre 40 graus (em Tucumã, Argentina) e 20 graus negativos, no alto do ‘‘Ojos del Salado’’.
A preparação do grupo começou há seis meses, com orientação física e nutricional. O custo da expedição ficará em torno de R$ 20 mil. Na volta, prevista para meados de janeiro, os alpinistas pretendem publicar um livro e editar um vídeo contando a aventura.

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