Uma expedição está tentando desvendar um mistério do século 17. Padres jesuítas teriam construído uma rede de túneis na cidade de Paranaguá, litoral do Estado. Os túneis devem ligar vários pontos antigos da cidade e provavelmente foram construídos no período da exploração do ouro de aluvião.
A primeira tentativa de entrar no túnel aconteceu no último sábado pela fonte Camboa numa praça de Paranaguá, na área central da cidade. Só foi possível entrar alguns metros. Os aventureiros se depararam com uma parede de concreto interditando a passagem. Até que a parede seja destruída a expedição ficará suspensa. ‘‘Ninguém neste século, jamais entrou neste túnel mais do que 30 metros’’, afirma o líder do grupo, empresário Luiz Colnago.
O local é estreito, escuro e pode ser habitado por roedores. Além disso, se for confirmada a existência dos túneis, pode haver gases tóxicos e inundações, informa Colnago. Por questões de segurança, a expedição não ficou mais de 15 minutos dentro do túnel. Foi preciso usar máscara de oxigênio por causa dos gases.
O grupo entrou e retornou em seguida, relatando o que encontrou e mapeou por fora a direção. A aventura vai prosseguir durante a semana. A informação dos coordenadores da expedição é de que há realmente um túnel de mais de mil metros, com salas intermediárias e ramais, que teriam sido usadas pelos jesuítas.
De acordo com Colnago, a expedição tem caráter científico e não de saque ou exibicionismo. Alguns moradores dizem que há esqueletos no túnel, de pessoas que entraram e não encontraram a saída, ou foram mortos pela presença de gases tóxicos. ‘‘Queremos decifrar este enigma’’, diz o aventureiro.
Os expedicionários se preparam há mais de três meses para a aventura nas profundezas dos túneis. São cerca de 15 pessoas, entre pesquisadores, historiadores, geólogos, advogados, jornalistas, funcionários públicos e curiosos, que vêm se reunindo para discutir problemas e tentando conseguir junto às autoridades do município autorização para a expedição.

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