Foz do Iguaçu
Uma equipe de biólogos e ornitólogos está no Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Argentina, tentando localizar vestígios do pato-mergulhador (Mergus octosetacus), uma ave ameaçada de extinção e uma das espécies mais raras da América do Sul. Os trabalhos dos cientistas, que terminariam ontem, foram prejudicados por causa da chuva forte que caiu na região durante todo o final de semana.
Os membros da expedição, comandada pelo fotógrafo Ricardo Cavalcante e pelos ornitólogos e biólogos Roberto Bóçon e Elisário Strike, utilizam, para localizar a espécie, aparelhos sofisticados, como o ‘‘play back’’, que reproduz o som da ave em época de acasalamento.
Caso encontrem exemplares do pato-mergulhador, os biólogos e ornitólogos pretendem acompanhar a sobrevivência do animal e estudar formas de preservá-lo, além de métodos de reprodução. Com a pesquisa, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), será possível catalogar ou descartar de vez a presença da ave no Parque Nacional do Iguaçu.
O pato-megulhador, apesar de ter sua origem na América do Sul, está em extinção. Ele já foi encontrado em Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Paraná. A ave também foi vista nas matas da Província de Misiones, na Argentina e em florestas do Paraguai. Recentemente um grupo de biólogos gravou o som de um pato-mergulhador nas margens do Rio Tibagi, no Norte do Estado.
No Sul do País, a espécie foi vista apenas duas vezes: em 1922, em Ivaiporã, no Sudoeste do Estado, e nas Cataratas do Iguaçu, em 1956. ‘‘Isso aumenta a possibilidade de se encontrar exemplares da ave’’, acreditam os ornitólogos.

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