Fim de um ciclo e início do outro, a chegada do novo ano é sempre uma boa oportunidade para reavaliar o que foi bom no ano que passou e fazer planos. Seja na vida pessoal ou profissional, a expectativa de que este ano seja melhor. Ontem, no primeiro dia útil do ano, a reportagem foi às ruas para falar com alguns trabalhadores sobre a expectativa para 2013. O motorista Denilson Vanço decidiu passar pela segunda grande mudança em sua vida profissional e voltar a se dedicar ao que ele realmente gosta: transportar pessoas.
Vanço chegou a trabalhar por cerca de oito anos como motorista, mas há um ano se dedicava exclusivamente à jardinagem. Como não se adaptou ao novo trabalho, ele não pensou duas vezes e decidiu voltar ao antigo posto. Há uma semana atuando como motorista da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina, ele se mostra alegre e planeja agora crescer na carreira.
''Eu não era feliz como jardineiro, o trabalho era até tranquilo, mas eu não via pessoas, não podia conversar como converso aqui, a dinâmica era outra'', conta o motorista, que afirma adorar o que faz e enfatiza não conseguir se imaginar atuando em outro setor. ''Dificuldades e obstáculos existem como em qualquer outro trabalho, quando você faz com amor nada mais atrapalha.''
Ter saúde e viver por muitos anos para continuar fazendo o que ama é o que também espera o auxiliar técnico de enfermagem da Santa Casa de Londrina, Luiz Carlos Marconato, para o ano que se inicia. A rotina é uma ''loucura'', como ele mesmo define, mas Marconato destaca não trocá-la por nada.
Há 17 anos, ele trabalha no hospital e é responsável pelo atendimento de dezenas pacientes que chegam ao pronto-socorro todos os dias com os mais diferentes traumas ou estão internados.
Antes disso, Marconato até tentou trabalhar em outras áreas, foi tratorista, vendedor, servente de pedreiro e funileiro. Mas foi a paixão por ajudar outras pessoas a se recuperarem dos mais diferentes problemas que o fez decidir pela profissão.
''Acho que foi até pelo fato de sempre acompanhar as idas de minha mãe ao hospital, ajudando outras pessoas, que fez eu querer trabalhar com a mesma coisa'', acrescentou. ''Hoje, eu amo o que eu faço. É muito bom ver as pessoas sair daqui andando, após entrarem tão mal.''
''Se eu fosse definir o que quero para este ano é tudo o que tive no ano passado: saúde e disposição para me dedicar aos que precisam de mim'', completou.
Após 50 anos se dedicando a garantir um visual ''bacana'' aos clientes, o cabeleireiro Décio de Oliveira, proprietário do Salão Coroados (área central), afirma que o único desejo para este ano é continuar realizando o que faz e agradando as pessoas que passam pelo seu estabelecimento. Oliveira aprendeu a arte de cortar cabelos com os tios em Minas Gerais e chegou à cidade aos 23 anos.
Hoje, aos 72 anos, ele afirma ter orgulho da profissão que o fez crescer na vida e o permitiu conquistar vários amigos. ''Cada cliente que volta a cidade para visitar, sempre volta também ao salão'', conta Oliveira, afirmando que esse reconhecimento é o maior presente que ele poderia esperar da vida. O estabelecimento de Oliveira, na Avenida Souza Naves, era um dos poucos funcionando ontem, já que o comércio em geral não estava aberto.

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