A psicóloga Giani Maria Grando recorre à pré-história e projeta o futuro para embasar sua convicção de que, tornando-se parcela expressiva da população, os idosos, necessariamente, terão que ser valorizados. Ela cita que, na pré-história, a estimativa de vida era de 25 anos, passando para 50, no final do século 19. No Brasil, no início da década, as pessoas com até 14 anos representavam 33,8% da população, no ano 2000 serão 29,5%.
A expectativa de vida, atualmente, na média de 65 anos (62 anos para os homens e 68 anos para as mulheres), em três décadas chegará a 75 anos. No futuro, possivelmente, chegue à média de 120 anos, em função de avanços da medicina e controle de doenças. O Brasil, frisa Giani Grando, alcançará, em apenas três décadas, um perfil populacional que a Europa levou mais de um século para atingir, em relação à composição das faixas etárias. Para isso, também contribuiu o controle da natalidade: nos últimos dez anos, o número de casais que optou por esterilização cirúrgica cresceu 40%, e a taxa de fecundidade das mulheres passou de 4,1 filhos para 2,5.
(Paulo Pegoraro)

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