Expansão na zona sul deteriora rodovia
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terça-feira, 10 de julho de 2001
Célia Guerra De Londrina 
Crescimento populacional e imobiliário da região aumentou o fluxo de veículos na Rodovia Mábio Palhano, que liga o Distrito do Espírito Santo a Londrina
A pista estreita e sem acostamento da Rodovia Mábio Gonçalves Palhano, que dá acesso ao Distrito do Espírito Santo, zona sul de Londrina, tem preocupado os moradores da região. Eles alegam que o crescimento populacional e imobiliário da região elevou também o fluxo de veículos na rodovia, sem que houvesse melhorias na estrada, que é o único acesso da região com a cidade.
Aquele trecho da rodovia cerca de dois quilômetros é muito usado por pedestres e ciclistas, inclusive crianças que trabalham ou estudam na região. Nos últimos três anos foram registrados vários acidentes com quatro vítimas fatais. A mais recente morreu há cerca de três meses.
O empresário José Rossi, que mora em uma chácara na Aviação Velha há nove anos, cobra a falta de zelo para com a região. Rossi co-responsabiliza os vereadores pelas doações feitas pela administração anterior, de várias chácaras situadas às margens da rodovia para associações. Entre elas estão a do Ministério Público, do Sindicato da Polícia Civil, o Centro de Tradições Gaúchas e o Centro de Eventos. O empresário diz que os vereadores, ao aprovarem as doações, não se preocuparam com a melhoria do trânsito. Segundo ele, quando ocorrem festas e promoções nesses locais, a estrada fica ainda mais perigosa.
A reclamação de Rossi é reforçada pelo vice-presidente da associação de moradores do distrito, Dirceu Calegari, proprietário de um bar na rotatória que dá acesso ao estacionamento do Centro de Eventos e pelo ex-presidente da entidade Fernando Luiz Massaro. Massaro comenta sobre os três grandes condomínios residenciais que estão se instalando e outros previstos na região que, como calcula, representam mais 400 famílias morando por ali.
Calegari lembra ainda da sinalização deficiente e o mato alto nas laterais da rodovia. Só se lembram daqui quando vai ter alguma coisa no Centro (de Eventos), reclama referindo-se à roçagem do mato realizada recentemente.
Um outro morador do Patrimônio Regina, que preferiu não ter seu nome divulgado, disse que a sinalização é razoável até à chacara do ex-prefeito Antonio Belinati. Depois, ela praticamente não existe. Ele já solicitou diversas vezes, sem sucesso, ao menos a pintura das faixas no trecho.
A conservação da rodovia até o Patrimônio Regina, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), é da prefeitura. O DER se responsabiliza pelo trecho que vai do patrimônio até a PR-445, no Distrito de Guaravera.
Um funcionário, que não quis ser identificado, da diretoria de Trânsito do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) afirmou que o instituto sabe do perigo que a rodovia representa e já havia solicitado a construção de um acostamento ou ao menos melhorias nos pontos de ônibus à Secretaria de Obras, responsável pelo serviço.
O diretor de Trânsito e Sistema Viário do Ippul, Wagner Soeiro Pagnan, não se recorda de nenhum pedido formal enviado à Secretaria de Obras para a região. Mas admite que possui várias solicitações de moradores pela melhoria na sinalização da estrada. O Instituto, como informa, está realizando um mapeamento da sinalização nas principais vias da cidade, levantando o que existe e o que precisa ser implementado. Por enquanto o Ippul está realizando apenas ações emergenciais em parceia com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).


