A diretoria da Hydronorth já decidiu: em 2005 o Centro de Educação Infantil Rei Davi deve receber investimentos para a ampliação de sua capacidade. Ao invés dos atuais 140, a unidade deverá atender 200 crianças no próximo ano letivo. Falta definir apenas onde será construída a próxima ala. A ampliação não é uma novidade na estrutura da creche. Quando foi fundada, a creche atendia 30 crianças. No ano seguinte, a capacidade saltou para 90. No terceiro, já atendia 114.
Além de um número maior de crianças, a Rei Davi deve ter outra novidade. O envolvimento dos pais em reuniões, eventos e festas a participação deles é pressuposto para que as crianças mantenham o direito à matricula deve ser aprofundado.
No mês que vem, a equipe de funcionários da creche vai começar a selecionar um grupo de mulheres para um curso profissionalizante de recepcionistas. Também há planos para cursos de artesanato para complementação de renda familiar e outros cursos profissionalizantes. A médio prazo, está prevista a implementação de um programa de combate à exclusão digital.
''Nós temos interesse que os pais mantenham-se empregados e queremos usar a estrutura nos finais de semana para garantir isso'', explica a educadora Cláudia da Silveira, uma ex-professora de um prestigiado colégio particular de Londrina que ''mudou sua visão de mundo'' desde que conheceu a realidade das crianças pobres de Cambé. ''Quando cheguei, chorava quase todos os dias. O que espero, é que a base que as crianças recebem aqui não se perca durante o resto da vida escolar''. (L.F.M.)

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