Exoneração surpreende policiais
Albari RosaDelegados só foram comunicados da decisão repentina em reunião à tardeO pedido de exoneração repentino do delegado-geral Artur Braga surpreendeu os delegados de polícia do Paraná. O mais difícil, segundo eles, era entender a saída a pouco mais de dois meses do fim do ano, quando se cogita uma possível troca de comando da polícia em virtude da reeleição do governador Jaime Lerner.
A cúpula da polícia ficou sabendo do afastamento de Braga pela imprensa, que anunciou o fato por volta de meio-dia. Os delegados chefes das Divisões Policiais, que respondem pelas delegacias, e os delegados de 1ª Classe (mais graduados) só foram informados oficialmente em uma reunião às 17 horas.
Estou surpreso pela maneira como aconteceu a exoneração, disse o delegado do Grupo Fera, Adauto de Oliveira, logo após a reunião. Segundo Oliveira, a justificativa dada na reunião foi de que a decisão tinha motivos de foro íntimo. Acho que foi uma decisão rápida. Desconheço os motivos, afirmou.
A maioria dos delegados que não têm relação direta com o comando da polícia sequer sabia do afastamento até as 16 horas de ontem. Um exemplo é o delegado titular de Delegacia de Furtos e Roubos, Jorge Azor Pinto, que foi comunicado do afastamento de Braga pela Folha. Para mim é uma surpresa realmente, disse.
Atitudes como a do delegado do Grupo de Repressão a Roubo a Banco e Transportes de Valores (Gerab), Ézio Vicente da Silva, que considerou normal a decisão de Braga, eram exceções. Eu o considero meu amigo, e vai ser sempre, disse. (J.A.)





