'Existe o limite prudencial'
Algumas prefeituras não querem ou não podem realizar a expansão das vagas. Em Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), por exemplo, o diretor do Departamento de Trânsito, José Ariovaldo Ferreira, relata que são 820 vagas. "A empresa que cuida desse estacionamento estava pleiteando a expansão do número de vagas, mas eu entendo que não há necessidade, porque é possível ver o serviço de duas formas: uma é pelo seu papel social e a outra é pelo lucro da empresa operadora. Eu vejo que não é o objetivo da prefeitura expandir as vagas para gerar lucros mais altos para a empresa", argumenta.
O serviço em Cornélio Procópio chegou a ser suspenso entre março e junho deste ano, quando a então empresa responsável deixou de operar o serviço. A atual responsável trabalha com 15 agentes de trânsito para cobrir as áreas demarcadas no centro da cidade. Não é mais utilizado o bottom e o parquímetro, apenas o cartão para controle do tempo de preenchimento manual. O valor cobrado é de R$ 1/hora.
Em Toledo (Oeste), o diretor de Trânsito do Departamento de Trânsito e Transportes, Fabiano Leite Faria, afirma que o impedimento é outro. "Nós não temos condições de atender uma área maior por falta de efetivo. O serviço é administrado 100% pela prefeitura. O município possui seis funcionários para realizar essa fiscalização, quando o número deveria ser de pelo menos 20", destaca.
Faria aponta que hoje a fiscalização das 1,5 mil vagas é feita por meio de uma espécie de rodízio. "Eles trabalham um dia em uma rua e outro dia em outra rua", aponta. "Existe o limite prudencial da folha de pagamento e o município possui outras prioridades atualmente, principalmente na área da saúde e da educação", aponta. O sistema no município é o cartão de preenchimento manual e o motorista paga R$ 1 por hora.
Em Foz do Iguaçu (Oeste), a superintendente do Instituto de Trânsito e Transporte, Larissa Mantovani, relata que não há previsão de aumento das vagas porque considera que a demanda está adequada. Ao todo, Foz disponibiliza 2,5 mil vagas, das quais 2.128 vagas estão na área central e 372 na Vila Portes. Larissa relata que os funcionários são do quadro próprio do município. "Temos 35 servidores, mas o ideal seria ter mais 50 pessoas realizando essa função. Existe dificuldade de cuidar de todas essas vagas, mas não há previsão de realização de um novo concurso. Isso dependerá da nova gestão", explica. Em Foz é usado o sistema de parquímetro e é cobrado o valor de R$ 1,50/hora. (V.O.)





