Existe controle nas unidades do PR
Maigue Gueths
De Curitiba
O médico Paulo Tadeu Rodrigues de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Bancos de Sangue, enviou carta à redação da Folha e ao setor de Vigilância Sanitária Federal do Ministério da Saúde contestando recente informação da coordenadora dos Comitês Gestores de Qualidade do Sangue do Ministério da Saúde, Ângela Márcia Perocco, de que as Unidades Hemoterápicas Privadas não são controladas pelo Ministério da Saúde. Isto não é verdade. Os bancos de sangue privados são até mais controlados pelas vigilâncias sanitárias federal, estaduais e municipais do que os hemocentros públicos, diz.
Ângela deu esta informação ao jornal, no final de março, quando esteve em Curitiba participando de um Curso de Gestão de Qualidade em Unidades Hemoterápicas. Segundo ela, o Ministério não tem controle sobre os postos de sangue da rede privada, já que eles são cadastrados pelos serviços de Vigilância Sanitária dos estados, o que impossibilita o controle da qualidade de seus serviços. Segundo Almeida, não é a primeira vez que um funcionário do Ministério dá declarações neste sentido. A impressão que dá é que eles querem colocar em cheque a qualidade dos bancos de sangue privado, reclama.
Almeida diz conhecer bem o esquema de fiscalização dos bancos de sangue porque faz parte do Grupo de Vigilância Sanitária Federal para Inspeção da Qualidade do Sangue, para o quel foi indicado pela Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. Tranalho no Hemobanco e só nós somos responsáveis por 60% do atendimento dos hospitais de Curitiba e região, diz. Ele lembra, ainda, que as inspeções na unidade são constantes. Rebatendo as suspeitas de que os bancos privados não teriam qualidade comprovada, Almeida cita também as denúncias de sangue contaminado veiculadas pela imprensa no ano passado, todas envolvendo órgãos públicos.





