Exigência de secretário causa revolta em Maringá
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sexta-feira, 23 de novembro de 2001
Marta Medeiros<br>De Maringá 
A determinação do secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, para o retorno à universidade de funcionários lotados na Prefeitura de Maringá foi considerada ontem como uma retaliação ao movimento grevista e uma falta de ''respeito'' à administração municipal. O secretário considerou o convênio, feito no início do ano entre a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a prefeitura, irregular por falta de autorização da própria secretaria.
Pelo convênio, 18 funcionários da UEM foram cedidos para a Prefeitura de Maringá. Deste total, cinco são secretários municipais. Segundo o prefeito José Cláudio Pereira Neto (PT) a informação sobre a atitude do secretário foi dada ontem pela reitora da UEM, Neusa Altoé. ''Não fui comunicado oficialmente pela secretaria e fique surpreso com esse tipo de determinação'', disse o prefeito à Folha.
José Cláudio lamentou o fato de que a decisão do secretário tenha sido ''unilateral''. ''Não é justo, porque quando as decisões envolvem prefeitura e governo do Estado a nossa administração sempre mantém uma relação de respeito'', afirmou o prefeito. José Cláudio disse que entrou em contato ontem com o chefe da Casa Civil, Alceni Guerra. ''Mas ele (Guerra) disse que desconhecia a ação e que ela poderia ter partido de forma isolada do secretário Wahrhafitg'', acrescentou o prefeito.
Conforme a Procuradoria Jurídica da prefeitura, o convênio é legal e não há cumulação de salários dos funcionários da universidade que trabalham na prefeitura. A procuradoria garantiu que o convênio segue as normas estabelecidas pela Constituição Federal.
José Cláudio confirmou que se a prefeitura resolvesse retaliar a decisão do secretário, órgãos do governo do Estado iriam ficar inoperantes na cidade. Só o Instituto Legal de Medicina (IML) tem seis médicos da prefeitura.


