Exigência de preços visíveis é bem recebida
Exigência de preços
visíveis é bem recebida
Depois de sábado, o
estabelecimento que
não exibir os preços
será multado
Guilherme Pupo
Marcelo AlmeidaLeontina Leal e José Bueno aplaudem a exigência do ministérioSupermercados, lojas e outros estabelecimentos comerciais têm prazo até o próximo sábado para colocar etiquetas de preços em todos os produtos comercializados. A medida, determinada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça e válida para todo o País, divide opiniões entre os consumidores curitibanos.
Já cansei de chegar no caixa do supermercado e não ter dinheiro para pagar, porque não tive como conferir os preços nas embalagens, diz a comerciante Leontina de Mattos Leal. O marido dela e também comerciante José Bueno de Oliveira observa que muitas vezes não há como encontrar os preços nas prateleiras. Quando há várias marcas de um mesmo produto, os preços ficam misturados, afirma.
A aposentada Emy Vieira também afirma que já teve problemas com a falta de etiquetas e apóia a medida. Quanto mais fiscalização, melhor, diz. Já a dona de casa Sílvia Moraes dos Santos não vê dificuldades em fazer compras sem verificar a etiqueta de preço. Sempre vejo o preço no balcão. Com as etiquetas, às vezes há um mesmo produto com dois preços diferentes, aponta. O comerciante Valdir Pinto também prefere o código de barras. Quando o supermercado fizer um reajuste de preço, a troca de etiquetas pode danificar a embalagem, opina.
Procon - O Procon-PR iniciou ontem um trabalho de orientação aos comerciantes e a partir da próxima semana vai realizar blitze de fiscalização. A multa para os infratores varia de 200 a 3 milhões de Ufirs (R$ 192,22 e R$ 2,883 milhões), de acordo com a quantidade de reincidências do estabelecimento.
A legislação sempre exigiu que o preço estivesse claramente colocado, mas muitos estabelecimentos estavam infringindo a lei, misturando preços nas prateleiras e dando margem a enganos e constrangimentos aos consumidores, diz o coordenador estadual do Procon, Naim Akel Filho.
A obrigatoriedade da colocação visível dos preços também vale para estacionamentos, hotéis e serviços na área da sáude (consultórios médicos e odontológicos). Em época de estabilidade econômica, o único poder do consumidor é o de não consumir o que está caro, diz Naim Akel.
Os consumidores que se sentirem prejudicados por algum estabelecimento que não colocar etiquetas poderão reclamar pelo telefone 1512 (Disque Procon).





