Exército volta a atuar na fronteira
Exército volta a atuar na fronteira
Valmir Denardin
De voltaSoldados do 34º Batalhão de Infantaria Motorizada de Foz do Iguaçu, ontem na operação da Receita FederalReceita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Exército retomaram ontem a megaoperação de combate ao contrabando e ao tráfico de drogas e armas na fronteira entre Brasil e Paraguai.
Por causa de operação semelhante, realizada na semana passada, sindicalistas e comerciantes paraguaios ocuparam e bloquearam durante quatro dias - entre sábado e anteontem - a Ponte da Amizade, que liga os dois países.
A principal exigência dos manifestantes era de que houvesse um abrandamento da fiscalização, principalmente com a retirada do Exército das operações de fiscalização.
Autoridades brasileiras sequer chegaram a negociar com os manifestantes paraguaios, que liberaram a ponte sem garantias de que a fiscalização seria reduzida.
A barreira, ontem, foi montada às 15 horas, no posto da Polícia Rodoviária Federal localizado na BR-277, no município de Céu Azul (46 km a oeste de Cascavel).
Na semana passada, as blitz se concentraram na aduana da Ponte da Amizade e no posto de fiscalização da Receita Federal, em Medianeira, a 65 quilômetros ao norte de Foz do Iguaçu.
Os números e os resultados da megaoperação não foram divulgados. Mas a Folha apurou que 160 soldados do 34º Batalhão de Infantaria Motorizado, com sede em Foz do Iguaçu, davam segurança e disciplinavam o trânsito na rodovia.
Todos os soldados do Exército e alguns agentes da Polícia Federal usavam metralhadoras.
Segundo a Receita Federal, a operação é por tempo indeterminado.
O volume de mercadorias apreendidas até o final da tarde era pequeno e estava sendo armazenado em um furgão pertencente ao órgão.
Todos os ônibus de turismo que passavam pela rodovia eram revistados.
Mesmo assim, até o final da tarde, o movimento era pequeno e a fila na rodovia não atingia dez veículos.





