Um oficial do 30º Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército, em Apucarana, recolheu na tarde de ontem em Londrina a bomba de gás lacrimogêneo que havia sido entregue em meados de dezembro ao advogado Hamilton Laertes de Araújo. O comando do batalhão informou que o artefato é de fabricação estrangeira e deve ter entrado no país ilegalmente.
A bomba de gás lacrimogêneo foi recolhida e ficará sob responsabilidade do Éxercito. O comandante do batalhão, tenente-coronel Nélio Rodrigues Goulart, apontou que a avaliação feita pela Seção de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército, em Curitiba, apurou que a bomba é de origem estrangeira e não estava catalogada. ''Disso conclui-se que deve ter entrado no país de forma ilegal'', completou. O mais provável é que tenha sido adquirida no Paraguai.
Ao contrário do que informou a Polícia Federal de Londrina no início da semana, o comandante disse que até ontem não havia recebido nenhuma granada recolhida durante a campanha de desarmamento. Goulart relatou que o Exército recebeu da PF 13 revólveres, pistolas e garruchas e 17 espingardas e carabinas.
O advogado recebeu a bomba da viúva de um ex-cliente seu que estaria envolvido em assaltos e morreu assassinado. Antes de morrer, o rapaz cuja identidade não foi divulgada havia manifestado o interesse de abandonar a vida de crimes e queria se desfazer da bomba para não ferir ninguém. Araújo chegou a pensar que se tratava de uma granada. O advogado argumentou que não entrou em detalhes com a viúva sobre a procedência do artefato porque não estava mais advogando para o casal.

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