Exército inicia instalação de ponte em Guairacá
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local
O Exército começou a instalação de uma ponte provisória para a transposição do Rio Taquara, entre o Distrito de Paiquerê e o Patrimônio de Guairacá, na zona sul de Londrina. Trinta e cinco soldados do 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado, de Porto União (SC), iniciaram os trabalhos ontem pela manhã. A intenção dos militares era concluir a montagem da ponte em seis dias, mas em função das chuvas, a expectativa é que em até 12 dias, ela esteja pronta para a passagem de veículos leves, caminhões e motocicletas.
Equipes da Secretaria de Obras e Pavimentação haviam feito terraplanagem da área para receber a estrutura provisória, mas parte do terreno cedeu com as chuvas e será preciso fazer reparos. Ontem, o trabalho foi de descarregar os caminhões com peças e equipamentos e de avaliação do terreno.
A ponte modular de aço terá 57 metros de comprimento, com capacidade para suportar até 80 toneladas. "Ela servirá de elo durante os oito meses que são necessários para a construção de uma ponte de concreto", explicou o coronel Rubens Guimarães, secretario de Defesa Social. Em janeiro, os soldados haviam colocado no rio uma balsa, que vai auxiliá-los na montagem da estrutura e que faz o tráfego de veículos de emergência.
A demora no início dos trabalhos foi devido ao atraso na liberação de recursos financeiros por parte do governo federal. O dinheiro para o transporte dos militares ficou a cargo do Ministério da Integração Nacional. O Exército forneceu os materiais e a Prefeitura se responsabilizou pela alimentação e logística.
A ponte sobre o Rio Taquara foi destruída pela chuva do dia 11 de janeiro e deixou os moradores de Guairacá isolados por vários dias, até a liberação de um acesso por Lerroville, o que aumenta em quase 20 quilômetros o trajeto até Londrina. Além dessa ponte, outras 36 foram afetadas pelas chuvas nos dois últimos meses. Trinca cinco foram atingidas pelo temporal do dia 11 de janeiro e duas sofreram impactos que foram se agravando a cada chuva.
Um exemplo é a sobre o Ribeirão Cambé, na Rua Charles Lindemberg, no Jardim Califórnia (zona leste). A rua é paralela a Avenida Dez de Dezembro e via de acesso a zona leste. A cabeceira da ponte se deslocou, comprometendo a viga de sustentação. A via está parcialmente interditada desde a semana passada. Apenas o tráfego de veículos leves e motocicleta é permitido.
A previsão da Secretaria de Obras e Pavimentação era de concluir o reparo em até 20 dias, mas por causa do clima chuvoso os trabalhos estão interrompidos. "Estamos monitorando o local. Caso continue chovendo e aumente o volume de água no rio podemos interditar totalmente a ponte", explicou Walmir da Silva Matos, secretário de Obras e Pavimentação.
Também foram atingidas uma ponte sobre o Rio Tavares, distante uns três quilômetros da ponte do Guairacá, e outra utilizada no acesso ao Condomínio Santa Paula, na zona oeste, próximo à divisa com Cambé.
De acordo com o balanço de estragos provocados pela chuva de janeiro, o prejuízo com estradas danificadas, pontes e galerias pluviais ultrapassa os R$ 61,4 milhões. No total, foram R$ 95,1 milhões em prejuízo na cidade. De acordo com Matos, o município não tem recursos para a recuperação dessas estruturas e depende da liberação de recursos federal e estadual.
LAUDO PRELIMINAR
Os escombros da ponte sobre o Ribeirão Cafezal, na Rodovia Mábio Gonçalves Palhano, que desabou em janeiro, serão removidos nos próximos dias. A retirada dos escombros foi uma exigência do engenheiro perito, que apura as causas do desabamento. Um laudo preliminar foi entregue na sexta-feira e apontou que não foram encontradas falhas no projeto estrutural para o colapso. A retirada dos escombros será acompanhada pelo perito.
Enquanto não sai um laudo final definindo se os estragos foram provocados pelo fenômeno climático, a Prefeitura suspendeu o pagamento de um saldo devedor do contrato de construção. Caso, o colapso da ponte seja por causa das chuvas, a reconstrução deve ficar a cargo do município. "Se o município tiver que alocar recursos a recuperação vai se arrastar por um bom tempo", afirmou o secretário.